quarta-feira, 22 de abril de 2009

Podiamos ser super herois!

E um dia, depois de vermos um filme disse-me o Gonçalo: “Já viste pai se nós os três fossemos super heróis?”. ..
Era mesmo isso que eu queria ser filho, um super herói com super poderes para te ir buscar de uma vez por todas. Era mesmo isso…
Depois de te ter aqui, perto de nós, poderia viver sendo o Wolverine, resistente, com grande vigor físico, capaz de cicatrizar ferimentos e com todos os sentidos especialmente apurados. Dessa forma cuidaria da minha família com a determinação de hoje mas a garra de amanhã.
Nunca imaginei possível ficar tanto tempo sem saber, sem ver e sem falar com o Gonçalo. Quem me dera ter previsto todas estas circunstâncias e consequências. Admito que confiei demais. Confiei demais nos Tribunais e na Justiça! Confiei demais no bom senso de gente que o não tem…Admito que errei! Talvez tenha corrido poucos riscos embora, sinceramente estou consciente de que o fiz por cautela e protecção ao bem-estar do Gonçalo. Falhei! Falhamos!
Hoje em dia estamos dispostos a fazer bem mais, a arriscar o todo mesmo que resulte no nada.
Já não confio na Justiça nem nos Tribunais! Já não confio no bom senso, na bondade, na racionalidade.
Hoje, olhando para trás apenas confio em mim, no que de facto vejo e ouço eu próprio. Por isso, da próxima vez vou correr todos os riscos e assumir todas as consequências.
Estou convencido de que o Gonçalo estará melhor em Portugal, estará melhor em nossa casa, estará melhor, muito melhor com quem, como eu lhe poderá garantir um saudável convívio com todos os seus familiares.
O nosso João está a caminho e a crescer com normalidade. Na última consulta já pesava cerca de 1800g e media perto dos 28cm. Fazendo fé na fotografia que vimos eu acredito que ele tem um nariz igual ao meu mas a Xana insiste que o nariz é igual ao dela. O João parece ser um bebé muito mexido que não pára de pontapear e faz imensos movimentos. Ainda vamos nas 34 semanas e já começamos a sentir a ansiedade. Por agora tudo corre bem. Estamos a preparar a chegada do pequenito e ansiosos por o ver, pegar no colo e mimar muito.
A Xana tem sentido algum cansaço mas não é, de todo uma grávida chatinha! Pelo contrário…apesar dos sucessivos enjoos e de uma ou outra dor, continua a laborar e a carburar sem grandes queixas. Temos mama!
…o nosso super-bébé está a caminho para integrar a família dos super heróis!

21 comentários:

Elisabete disse...

Eu própria não sei se teria tido tanto cuidado e cautela nesta situação, pela impulsividade que me caracteriza. Mas sabes que procedeste bem, salvaguardando os interesses do Gonçalo. Agora, talvez seja o momento de realmente arriscares mais para teres o teu filhote de volta, como uma família unida que são.
Muito bom estar tudo a correr bem com o bebé e a mamã:)
Força e beijinhos de nóis 3!

fénix renascida disse...

A gravidez é que vai nas 34 semanas. E como é só a mulher que está grávida (com todos os incómodos associados), de forma alguma poderá pôr o verbo no plural. É bonito ver os casais dizerem "estamos grávidos", quando só a mulher o está! Bem sei que é uma forma de ambos se consciencializarem para o seu novo papel, mas nunca o pai conseguirá igualar a mãe na sua envolvência e na relação que ela estabelece, desde logo, com o bébé. Por isso é que eu sou contra a que -em caso de separação- os filhos possam, sem que se justifique, ficar com o pai (se comprove que a mãe não têm quaisquer condições, seja monetárias, afectivas ou de outra ordem qualquer para ter os filhos consigo).
Espero que tudo continue a correr bem convosco. E que a hora (a da mulher, claro) seja pequenina, como se costuma dizer...

Cindy disse...

Que venha um super herói encher a vossa vida de brilho, amor e carinho...

Milhões de beijos de felicidades!!

Maria Alexandra Martins disse...

Cara Fénix,
Confesso-me chocada com as suas afirmações que merecem a minha total e absoluta discordância.
Efectivamente a gravidez conta já com 34 semanas e nós, a mãe e o pai, os dois seres que juntos geraram este bébé "VAMOS" nas 34 semanas...juntos e a caminho do dia do nascimento do João.
O tempo de gravidez, no que concerne à parte física é da mãe mas...pense comigo, será possível sem um pai? NUNCA! É sempre necessário um pai nem que seja um ilustre e desconhecido dador.
Fico arrepiada quando observo afirmações como a sua...perdão pela sinceridade! Infelizmente são esses pensamentos que tantas vezes prejudicam as crianças e as fazem sofrer em circunstâncias de separação e divórcio. Ainda bem que o legislador português não partilha da sua opinião e procedeu a uma alteração legislativa.
O pai nunca conseguirá igualar a mãe tal como a mãe nunca conseguirá igualar o pai! Cada um no seu mui nobre papel...cada um cuidando para cumprir os seus deveres e ambos indispensáveis a uma formação saudável da criança.
Um abraço para si,
Com todo o respeito mas...em discordância
Alexandra

Mar disse...

Podes não ser um super-herói mas és um Super-Pai!
Fico contente por tudo estar a correr bem com a gravidez e o João estar a crescer naturalmente.

Tenho de te dizer algo que penso sempre quando leio os teus posts: tenho de te dar os parabéns pelo teu bom português, pela construção correcta de frases, pelo uso certo dos termos...já é tão raro ler um texto escrito em bom português!

Bjs

Mar disse...

Xana,
gostei das tuas palavras de resposta ao comentário aqui recebido.
E claro que concordo com tudo o que dizes...

Bjs

Carla disse...

Eu vou dar a minha opinião, eu no teu caso já tinha ido a Angola e tinha trazido o meu filho, custo o que custasse nem que tivesse que andar fugida da policia. Faz como o caso da pequena esmeralda, olha porque n pões o teu caso no Você na Tv, geralmente os casos a seguir tenhem resultados, olha eu sei que queres que se faça justiça mas pela tua historia eu não vejo nenhuma justiça a ser feita.
Não leves a mal da minha opinião, era o que fazia.
bjs doces

Teresa Peixoto disse...

Olá Sérgio, Xana e João
Estive mesmo agora tentada a escrever ao "Nós por cá" a contar este vosso caso, mas claro que não o fiz pois não quero interferir na vossa vida, pelo menos não desta forma. Devo no entanto dizer-vos que acho que seria uma boa opção a tomar. Isto já ultrapassou todos os limites do ridículo... Não só não deixam o Pai estar com o Filho, como ainda privam o próprio filho da presença de qualquer dos seus familiares, inclusivé da "Mãe" que tanto se quer agarrar a ele!!!!! NÃO CONSIGO COMPREENDER!
Acho realmente que vocês têm que dar um basta nisto, e fazer o sacrificio de envolver os Media, porque realmente este sistema tem que ser denunciado a todos quantos queiram ouvir.
Beijinhos, e muita Luz para todos

fénix renascida disse...

A sociedade nunca vê um homem que esteja privado dos filhos como sendo, ou tendo sido, "mau pai". Já no caso das mulheres...
Podem mudar as leis, mas nunca irão mudar a forma como a sociedade encara um e outro caso. Não é uma questão de mentalidade, mas de noção da nossa natureza.
Estaremos assim tão distantes da Natureza?
Quanto mais distantes estivermos, mais próximos do fim...
Mudem a nossa natureza, tornando iguais as funções de um e de outro, e tudo o resto será igual.

Márcia e Sara disse...

Já há muito que não visitava o teu cantinho... Fico feliz por saber que vais ser pai novamente. Vais ver que mais dia menos dia tens o teu Gonçalo contigo
Beijinhos

fénix renascida disse...

Sérgio,
Vi o seu comentário no meu blog (Mãe é padecer no paraíso), e deixei lá resposta.
Reafirmo que, no seu caso, estou 100% ao seu lado. Como estive, por exemplo, no caso da Esmeralda (a favor, desde o príncipio, do pai).
Cada caso é um caso...

Filipa disse...

Ai, ai, ai ... já estou a fervilhar!! A Xana já deu a devida resposta, mas não posso deixar de lamentar não só a afirmação, mas o facto de ser proferida por uma Senhora!!!Lamento!!

Seria tão bom sermos uns super-heróis ou dispormos de uma varinha mágica. Estou certa que este mundo seria bem melhor ... embora menos povoado!!!

Beijinhos para Vocês

Maria Alexandra Martins disse...

Carla,
Muitas vezes se colocou a possibilidade de ir a Angola, procurar o Gonçalo e voltar para Portugal com ele. Infelizmente, do ponto de vista prático as coisas não são simples e eu tenha incentivado o Sérgio a permanecer aqui e esgotar as vias judiciais. Por um lado é extremamente arriscada e pouco segura essa deslocação porque, como sabemos Angola é um país "diferente" ...; por outro lado não seria fácil viajar de volta a Portugal com o Gonçalo e sem os documentos do menino. Finalmente, como imaginam e observamos no chamado "caso Esmeralda", a nossa vida passava a ser "em fuga"...Como viver assim? Como dár ao Gonçalo e ao João a estabilidade, segurança e tranquilidade de que precisam?
Julgo que a solução passa por persistirmos por uma decisão judicial justa, equitativa e, principalmente URGENTE!
Querida Teresa, minha amiguinha de colégio, muito obrigada pelo teu apoio. De facto acredito que o recurso aos meios de comunicação social será uma forma de conseguirmos a tal decisão rápida. Já contactamos alguns jornalistas e aguardamos uma resposta.
A todos quantos aqui vão deixando uma e outra palavra...Obrigada!
Alexandra

Cresce barriguita...cresce!!! disse...

Caro sergio,
tenho a certeza que fêz aquilo q achava ser melhor....temos de acreditar em alguma coisa e muitas vezes....somos levados na certa... mas ...vamos continuar a torcer para que esta historia tenha o final q merece...e q o Gonçalo volte p "casa"...!!! tenho a certeza que o João vai ser um bébé lindão e brincalhão...e a familia superheroi será muitoooooooooo feliz!!! Não desanimes!!!
Muita corajem.....muita fé...
festinhas na barriguinha da xana..ehehhe que saudades de estar gravida!!!
beijinhussssssssssssss

Carla e Diogo disse...

Passei mesmo para vos deixar um beijinho de felicidades pela chegada do João e também para dizer que pode não ser um super herói mas concerteza que é um super pai por não baixar os braços nesta luta pelo bem-estar do Gonçalo. Desejo que recebam resposta rápida dos orgãos de comunicação social porque, infelizmente, muitas das vezes é só por esta via que se consegue resolver alguma coisa. Mantenha a esperança de que um dia terá a sua Super Familia unida.
Beijinhos

Liliana disse...

Ola Sergio e Xana

Fico estupefacta ao ler as palavras de Fenix, mas nem vou tecer comentarios porque a Xana ja o fez da melhor forma possivel, por isso eu so assino por baixo.
Em relaçao ao Joao fico feliz por saber que tudo corre bem, e que dentro em breve vao te-lo nos vossos braços.
Em relaçao ao Gonçalinho nao entendo esta inercia da nossa justiça, como e que tudo pode ainda continuar na mesma?
Desejo-vos muita força e que tudo se resolva em breve

Beijinhos grandes

Ana Andrade disse...

Já não é a primeira vez que recebo, no meu endereço pessoal, um email de remetente desconhecido, com o assunto «filho para sempre».
Convicta de que seria mais uma tentativa de transmissão de virus, nunca abri o seu email... Até hoje.
Por lapso, em vez de eliminar o email, abri-o. E vi o nome no blog, com o endereço...
Bebi as suas palavras durante as ultimas 3h30 (negligenciando totalmente as minhas responsabilidades profissionais!! Mas nng reparou!), e ficando, a cada post, mais ansiosa por cada novidade - tal qual um livro, optei por ir ao primeiro post, e comecar a leitura a partir daí!
Admiro-o profundamente, pela sua persistencia em respeitar quem não o fez por si. Admiro a sua esposa, que, através das suas palavras, demonstra um apoio e um empenho em estar do seu lado como qualquer outro ser humano seria capaz de fazer.
Sou, como já alguns «seguidores» referiram, apologista de anunciar este caso à comunicação social. No entanto - e considerem-no uma atitude selecta, se assim quiserem - , há que o fazer nas entidades de renome, que não temem este caso apenas pelas audiências (i.e. programa da tarde da TVI, confesso q não me recordo do nome!), e que de alguma forma possam acompanhar os eventuais desenvolvimentos, ou até mesmo excercer algum poder de ressão nas instancias judiciais! Porque não contactar directamente com a SIC? Vem-me à ideia as reportagens SIC/Expresso, que a nivel de credibilidade serão actualmente as mais conceituadas.
Algo terá que fazer. Compreendo que a passividade não seja, de todo, de sua vontade, mas é impossivel que não partilhe esta historia, de uma forma mais abrangente do que este maravilhoso blog.
Decerto, haverá outros pais na sua situação, ou semelhante, que ficarão «contentes» por saber que não são os unicos, e que vão encontrar na sua força, um pouco de força tambem para eles.
farei a minha parte, dentro do possivel. Com a sua autorização, farei uma cópia do tecto que tem n titulo no seu blog, para que outros como não o julguem como uma ameaça à integridade do seu equipamento informático!
E seguirei atentamente o desenvolvimento de mais uma triste prova do terrivel sistema juducial que temos neste pais!

fénix renascida disse...

Serei eu a tal "Senhora" de que falavam há pouco?! Sou, isso sim, mãe. E, como vejo que a minha forma de sentir e de ver as coisas fere a sensibilidade de alguns, não farei mais comentários desse teor. Pelo respeito que vos devo.
Irei continuar a acompanhar o desenrolar do vosso caso, aqui neste blog, esperando que termine em breve, e da forma que desejais (ou que o tribunal entender como justa).
Porque, digo-o uma vez mais, estou do lado do Sérgio (até onde os factos se confirmam ou se confirme que o Gonçalo está, de facto, melhor com o pai). Até porque não se devem separar irmãos... E o Gonçalo, muito em breve, terá um.
Boa sorte, é tudo quanto vos posso desejar!

fénix renascida disse...

Atentei no nome do seu blog: filho para sempre.
Indubitavelmente, mais do que ser um pai e uma mãe -e somo-lo para sempre- aquele filho é nosso, e jamais o deixará de ser.
A razão permanece do seu lado. Lute pelo seu direito de ser pai.
Só não julguem os outros pelas suas convicções. Ainda que as minhas difiram das vossas, são legítimas. No meu caso, nascem de uma experiência pessoal. Não é fácil, para quem não passa por isso, adivinhar o que nos vai na alma. Não é fácil suportar o olhar inquisidor da sociedade (hão-de convir que ele só recai sobre a mãe, e, muito raramente sobre o pai, sendo que, no caso deste, haverá já relatos sobre a sua má conduta). Felizmente as pessoas que me rodeiam já viram que, afinal, até sou boa mãe, e já lhes chegou ao conhecimento que é comigo que a minha filha quer ficar.
Desejo-vos tudo aquilo que mereceis... e que, estou certa, tereis!
P.S. Não sei o que de mal terei eu dito no meu último comentário (estou convicta de que nenhum!), para não estar postado...

Pai Para Sempre disse...

Bom dia,

O último comentário não estava ainda aceite porque só agora entrei no blog.

Abraço
Sérgio

fénix renascida disse...

Olá, Sérgio
Peço desculpa pelo inconveniente, julguei-o precipitadamente talvez.
Gostaria de vos contar um facto que ainda não partilhei convosco. No acto da separação, o meu ex-companheiro suplicou-me que não me fosse embora, pois queria ter a filha perto de si. Eu acedi ao pedido, e permaneci, por dois longos anos, num lugar onde jamais -e disso ele tinha perfeito conhecimento- gostara de viver, muito menos depois de tudo o que se passou.
Eu pus os interesses da minha filha (e os do pai) acima dos meus. A decisão seria a mais acertada, não fora a depressão em que caí, causando a minha infelicidade, e, consequentemente, a infelicidade da minha filha.
O que ganhei eu com este sacrifício?! Que me levassem a miúda, com base no pressuposto de que nem de mim estava capaz de tratar (o que era absolutamente falso, e os factos comprovam-no)e em algumas mentiras que, até hoje, não sei de onde vieram!
À luz de toda a minha experiência, concluo que o superior interesse da criança é a sua FELICIDADE, e esta não existe se nós, pais, também não o formos. De modo algum um pai (ou uma mãe) poderá dizer "podes ir, mas o nosso filho fica comigo, pois jamais terás o meu acordo em que o leves para longe" ou exigir ao outro que fique (pelas mesmas razões). Não é razoável que o faça. O razoável -assim o entendo- é que esse pai (ou essa mãe) diga "vai, e sê feliz. Faz com que o nosso filho também o seja. Só te peço que faças tudo o que estiver ao teu alcance para que o nosso filho continue a ter um pai/uma mãe, para que a minha relação com ele não se perca".
Se ambos os progenitores agirem em conformidade, podeis estar certos de que, apesar da saudade que se sente, todos -muito em especial a criança- serão felizes.