terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nova data!

Sempre soube que a mãe do Gonçalo não estaria presente na conferência de hoje. Assim, sem surpresa aguardei cerca de duas horas no Tribunal até ser informado de uma nova data: 20 de Janeiro de 2010! Ano novo vida velha? Ano novo questão antiga? Enfim...
Como sempre os Senhores Magistrados "furam a onda" e, calmamente vão escapando à sua responsabilidade de tomar uma decisão. Desculpas? Muitas desculpas mas, honestamente nenhuma me poderá convencer e muito menos fazer com que eu acredite no meu país.
Ao que parece, segundo disse o advogado que representa a minha ex mulher, o Gonçalo estará em Portugal nos primeiros dias de Dezembro altura em que, fazendo fé nas palavras deste, terei a possibilidade de o ver e com ele passar as férias. Entretanto, antes mesmo de nova viagem para Angola, no dia 20 de Janeiro de 2010 voltaremos ao Tribunal para, quem sabe, se a mãe do meu filho mais velho decidir comparecer, ser realizada a tal diligência que nunca mais começa, que nunca mais acaba! Interessante, não?
Por respeito ao Gonçalo e ao meu advogado vou aguardar até àquela data e verificar qual a decisão do Tribunal. Como imaginam não creio ter que esperar nem mais um dia e, por essa razão está decidido o que fazer em 2010. Não vou continuar a tentar perceber e desculpar o Estado português pela inércia e, salvo o devido respeito não vou deixar de responsabilizar quem falhou nos últimos anos, mormente nos últimos dois anos, isto é o Ministério Público e a mãe do meu filho Gonçalo.
Hoje, dia 6 de Outubro de 2009, a celebrar o primeiro aniversário em que soubemos que o João "estava a caminho", cá continuamos sem resposta, sem decisão...
Obrigado a todos pelo apoio, carinho e confiança,
Um abraço

24 comentários:

Cristina Magalhães disse...

Isto realmente é de deixar uma pessoa de boca aberta! Como é que se pode deixar arrastar por tanto tempo assuntos de tão grande inmportância. Lamento tudo o que tem passado e espero que este novo ano que se avizinha lhe traga grandes alegrias!

fénix renascida disse...

Isso de adiamentos e por aí a fora já é coisa que eu estou habituada.
Lamento que assim tenha sido.
Eu estou do seu lado, no sentido de poder privar com o seu filho, que é um direito vosso (seu e do Gonçalo). Mas não estou no sentido de retirar a guarda à mãe... a não ser que haja condicionantes de relevo que assim o exijam.
Mantenho a minha posição. Porque sei bem o que é estar sem os nossos filhos, e essa dor não é comparável a nenhuma outra: nem mesmo à de um pai.

Eu e Ela disse...

Nem há palavras para descrever a situação que vive :-(((

Que inércia meu Deus, como é possível?? Ou há-de ser 8 ou 80...
Tenho muita pena que AINDA não tenha sido desta que se tenha tomado uma decisão.

Que o novo ano lhe traga o que mais deseja - a presença do seu filho Gonçalo.

Estarei por aqui a torcer.

kel disse...

Eu fico sem palavras! como é possivel? este país é uma vergonha! o pior é que deve estar alguém a rir-se com isto tudo...é indecente!
o que te posso dizer é que lamento e torço muito por voçês, sempre!
Muita força!
beijinhos

fénix renascida disse...

E de mim, não se riram?! E não foi pouco! Eu hoje estou quase certa de que tudo não passou de uma farsa: a decisão já havia sido tomada muito antes da sentença!

Agora eu vos pergunto: algum de vós conhece, de facto, a mãe? Alguém ouviu o lado dela? Alguém conhece a situação, tal como ela é na realidade?

Eu não. Apenas o que nos diz o Sérgio.
E em momento algum o ouvi tecer um elogio sequer à mãe do seu filho, naquilo que ela tem também de bom, e que não se pode esquecer.

Muito honestamente, Sérgio: a sua ex foi boa mãe? E presentemente (tirando o facto de não haver um esforço no sentido de permitir um contacto pai-filho, que -também isso eu não sei- pode ter razões bem plausíveis por detrás)

Porque é isso que importa, mais do que tudo.
Importa reforçar e estreitar a relação com o seu filho, sem pôr em causa -se tal não estiver mesmo em causa- as capacidades da sua ex, como mãe!

Só lhe ficará bem agir assim.

Daniel Simões disse...

Caro companheiro virtual,

chamo-me Daniel Simões, sou de Almada e neste momento moro no Brasil (o melhor pais para se viver actualmente).
Muito triste essa sua situação.
Que a força da esperança esteja consigo!
Tudo vem dar certo.
Apesar de tudo, acredite nos desígnios do Alto
e aguarde entendimento sobre tudo o que está a acontecer.
Ás vezes parece tudo uma grande injustiça, mas no fim, vêmos que não era.
Sou solidário com seu sofrimento.

Uma pequena história:
Um rei muito poderoso tinha um amigo
que sempre respondia a tudo:
"É bom!"
Um dia eles foram caçar
e o rei perdeu um dedo numa armadilha.
O amigo disse "É bom!"
O rei, furioso, meteu-o na prisão.
O outro disse:
"É bom!"
Passados 10 anos o rei foi caçar numa zona da floresta que era proibida.
Lá foi apanhado por uns canibais.
Quando estava dentro do caldeirão a ferver
os canibais viram que lhe faltava o dedo.
Disseram:
"Não podemos cozê-lo porque é imperfeito"
E deixaram-no ir.
O rei compreendeu a sorte que tivera e lembrou-se da injustiça que tinha feito com o amigo.
Foi logo solta-lo.
Lá chegado pediu mil e uma desculpas e disse-lhe que sentia-se muito culpado por te-lo preso por tanto tempo, inocente.
"É bom!" - respondeu o amigo.
"Como assim ´é bom´ estar 10 anos preso injustamente?"
Respondeu o amigo:
"Porque se tu não me tivesses preso e eu estivesse contigo na caça não estariamos agora a conversar um com o outro, uma vez que meu corpo é perfeito."

Confiemos nos desígnios deste Sábio Universo.

Com os votos de Luz, Paz e Amor em seus dias.

Go disse...

Olha eu não sei se esperava até à nova data p fazer mais qq coisa...
:(

Liliana disse...

Sem saber muito bem o que dizer, mas indignada com toda esta situaçao toda esta inercia da justiça portuguesa...acredito que a vontade que tens e meteres-te no 1º aviao para Angola e trazeres o teu filho de volta, fossem a coisas assim tao lineares , e tenho a certeza que ja o terias feito como pai desesperado com imensas saudades de um filho tao amado...Quero mesmo acreditar que o Gonçalo estara ca em Dezembro e que em Janeiro havera uma soluçao

Beijinhos Grandes para voces

Carla e Diogo disse...

Esse prosseco arrasta-se... é uma chatice não tomarem uma decisão!
Que paciência que tens!
Valha a esperança de que tudo se resolva.
Beijinho
Carla

fénix renascida disse...

Gostei muito do comentário do Daniel Simões!
"Há males que vêem por bem!" devo reconhecer!
E sei que depois da tempestade vem a bonança!

fénix renascida disse...

Sérgio, quero elogiar-lhe o facto de não ignorar nenum comentário (pelo menos nenhum dos meus!).

Eu disse...

Sem palavras... A não ser uma série de coisas que tenho vergonha de escrever.
E assim se decide o futuro das crianças em Portugal.

Cláudia, Pimpo e Pimpa disse...

Sinceramente, depois de tanto tempo que tive ausente deste mundo dos blogs, estava à espera de encontrar uma novidade uma coisa boa, nunca pensei que estivesse tudo na mesma. Tenho muita pena...

Bjs Cláudia

eueogajito disse...

Nem há palavras para descrever a situação ... Força muita Força

beijo

Edith disse...

Acho que deverias denunciar esta situação ao provedor de justiça, ou então, quando estivesses com o teu filho, nas férias, simplesmente ficavas com ele e não o devolvias à mãe...........

fénix renascida disse...

Eu cheguei a pensar pegar na minha filha (e também me sugeriram que o fizesse)e vir embora. Não o fiz por duas razões:

1-Para não pôr as coisas mal para o meu lado. Se a minha filha estivesse a ser maltratada justificava-se, mas não era o caso...

2-Porque tive a sensatez de que não tinha o direito de agir por conta própria e apenas no meu interesse, sem ter em conta o interesse da minha filha (raras vezes são aqueles que a gente julga)

Porque, ainda que ela queira vir viver comigo (quererá o Gonçalo deixar a mãe e os outros irmãos, para vir viver consigo?), não será do interesse dela ser disputada como se de um objecto se tratasse, mas de que as coisas se passem naturalmente, sem guerrilhas!

Nós, adultos, temos de deixar de pensar tanto em nós. Dizemos que estamos a agir no interesse dos nossos filhos -e pelos nossos filhos-, mas, na verdade, procuramos satisfazer os nossos próprios interesses!

É verdade, ou não?

Eu já afirmei, e afirmo-o de novo: se a minha filha decidir que é lá que quer ficar, é lá que fica.

Continuo a achar que as crianças devem ficar à guarda das mães, salvo não terem o mínimo (e falo do mínimo, não de quem tem mais!) de condições físicas e psicológicas. Ponto final.

Mas, acima de tudo, defendo que a decisão deve ser da criança: de ninguém mais!

Ricardo Hollerbusch disse...

Sem palavras...muita indignação e muita desilusão sobre quem faz justiça neste país. Forte abraço.

Teresa disse...

Sérgio,

Penso que, nada do que se diga, poderá amenizar o que sente. É revoltante, injusto, inconcebível que a nossa justiça trate as crianças como objectos. Infelizmente, parece que não há grandes mudanças e, cá continuamos, a ver as nossas crianças passarem por situações dolorosas e marcantes.
Desejo-lhe toda a sorte do mundo nesta caminhada. Um abraço,
Teresa

Anónimo disse...

.....nova data!....nunca deveria ser marcada nova data...achas que mereces o teu filho...anormal da merda, só quem não te conheça e que acredita num merdas como tu com a mania que e senhor doutor. interna-te seu cabrão..o teu filho vais ve-lo por um canudo, anormal, pesicotico, louco, com a mania da perseguição...todas estão errados, tu não...rss.....interna-te ó anormal de merda, filho da puta...tu e quem te rodeia...um dia vais pagar por tudo o q andas a fazer...muito em breve...vais ver!NÂO ENTREGUEM ESSE MIUDO A ESTE ANORMAL SENHORES DOUTORES...

Cristina Magalhães disse...

Caro anónimo,

Deverá ter as suas razões para dizer o que diz, mas independente de qualquer mal que o pai possa ter feito, merecerá o filho estar afastado assim do pai? Filho é filho e tanto deve estar com o pai como com a mãe. Qualquer razão que tenha, a mãe perde-a ao fazer isto.
Mais, julgo que para valer as nossas ideias não precisamos de insultar os outros.

Ana disse...

Anónimo,

Pela sua escrita, dá para ver, que o seu nivel é do mais baixo que pode existir!
Já que está tão convicto, por não se identifica? Cobarde!

Teresa Peixoto disse...

Ao ler os comentários que aqui aparecem, gostava em primeiro lugar de dizer que embora não se encontrem elogios à mãe do Gonçalo, também não se diz mal dela nem tão pouco se insulta essa pessoa. O que podemos ler é a infelicidade de um pai que se vê privado do seu filho, por uma pessoa que não está a cumprir o que ficou determinado em Tribunal. Mais, essa pessoa "goza" com a Justiça portuguesa ao faltar sistematicamente a audiências, e "goza" com todos os que esperam uma audiência em Tribunal e não a têm porque o sistema está sobrelotado.
Depois temos comentários de pessoas sem educação, que apenas reforçam com o seu palavreado a solidariedade que sentimos por este pai.
Não se trata de tirar o filho à mãe, trata-se de garantir também os direitos do pai. Porque o pai também tem direitos... O pai ama o seu filho!
Continuamos assim a aguardar que o sistema comece a zelar por todos de igual forma. Porque acima de tudo, a Justiça não deve ser cega, deve é ter os olhos bem abertos e ver todos os lados.

Um abraço cheio de força para esta familia, para estes amigos.

Maria e Companhia disse...

Nenhum pai ou mãe deveria de ser obrigado ou forçado a viver longe de seu filho ou filha caso não fosse essa a sua vontade... toda a criança tem o direito de crescer junto de pai e de mãe quer estejam juntos ou separados...

Força Sergio... e nunca perca a esperança... a ti Gonçalo, sê um menino valente e acredita sempre no amor do teu pai... a si mamã do João e esposa do Sérgio, seja sempre a grande e cúmplice companheira deste homem que luta pelo direito a ser também pai do seu primeiro filho Gonçalo tal como o é do seu segundo filho João...

Maria & Companhia

fénix renascida disse...

Teresa Peixoto, se é como dizes, que apenas se trata de fazer valer os direitos de um pai, então estou 100% de acordo!
Esta mãe -que eu não conheço- refez a sua vida, e, naturalmente escolheu um lugar para viver, de acordo com os interesses da sua nova família. Evidentemente não seria fácil para o Sérgio ver o filho sempre que quisesse, mas, com boa vontade, tudo se arranjaria. Uma boa mãe incentiva os contactos entre o filho e o pai. A ser verdade tudo o que o Sérgio nos tem dito, esta mãe agiu mal.
Acho que deve ser duramente advertida, mas só em caso de o filho não se encontrar bem tratado é que deverá perder a sua custódia.Ou de o filho demonstrar vontade de não mais permanecer junto dela.
Aquilo que ela devia fazer, nem que seja por imposição judicial, era pedir desculpas a ambos, na presença dos dois e restantes pessoas afectadas. Reconhecer, diante dos dois, que agiu mal. E deixar garantido que não só não o voltará a fazer, como doravante fará tudo para que um e outro possam estar em contacto, e, sempre que possível, juntos.

Isto é válido para todas as mães que esqueçam que o seu filho tem um pai, e tem o direito de privar com o seu pai.