Estou em falta, bem sei. Peço que me perdoem a ausência de notícias e entendam a minha vontade de ficar em silêncio.
Estive com o Gonçalo no dia 16 de Setembro! Sim, é verdade. Depois de inúmeras tentativas de contacto, mails e mensagens escritas lá recebi a esmola! A mãe do meu filho Gonçalo mandou-me um mail a permitir ir buscar o nosso filho no dia 16 de Setembro às 15h00m e voltar a levá-lo, no mesmo dia às 22h00m. Fui. Aceitei a esmola porque não desperdiço tempo com o Gonçalo. Não quero saber do orgulho, não quero saber de lutas ou guerras. Eu quero estar com o meu filho, quer que ele esteja comigo, com a nossa família.
A tarde foi, como todos os momentos que partilhamos com o Gonçalo, fantástica! Fizemos as nossas visitas habituais quase todas, corremos pelo parque, conversamos e trocámos muitos abraços. O João ficou encantado por rever o irmão! Sorriu, deu-lhe muitos beijos e não desviou o olhar do rosto dele.
O Gonçalo esteve em Portugal desde o dia 24 de Agosto ao dia 16 de Setembro e nunca, mas nunca lhe foi permitido falar com o pai, ver o pai, responder a uma mensagem. Segundo me disse, mal o levei no dia 24 de Agosto deixou de ver o telemóvel! Não sabia que eu tinha tentado ligar, não sabia de nada...
Adoro o meu filho! É uma criança sensivel e inteligente. É um ser humano generoso e genuíno. Que assim se conserve e seja, um dia completamente feliz!
Como imaginam, desde o dia 16 de Setembro tenho tentado o contacto, sem sucesso! Uma vez mais não consigo que me atendam, que me respondam às mensagens. Enfim! Uma prática habitual, repetida e vergonhosa.
Estou cansado de boas palavras e paciência! É uma vergonha esta posição da mãe do meu filho Gonçalo que, claramente não acautela o contacto dele com a restante família.
Imagino que o meu filho já tenha voltado a Angola. Recebi uma mensagem do número português a dizer que aquele telefone apenas tinha sido emprestado e que deveria utilizar os números angolados...bizarro! Assim fiz! Assim tenho feito. Ninguém atende, ninguém responde. Onde está o meu filho? Não sei.Continuo sem saber...
Pela casa gatinha o João que, constantemente chama "mani". Arrepio-me ao ouvi-lo!
Desde Fevereiro de 2008 até Janeiro de 2011 escrevi neste blog a minha estória de ausência, de dor e de enorme saudade. Hoje, dia 9 de Janeiro escrevo o último post e deixo o blog on-line para que sirva de exemplo. Aos pais e filhos de todo o mundo...sejam verdadeiros, sempre!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
...tudo igual
Continuo sem notícias do Gonçalo. Ficarei mais dois anos assim? Desde o dia em que o deixei com o avó materno nunca mais o consegui contactar. Não sei se o Gonçalo está em Portugal ou se voltou para Angola. Já deixei mensagens à minha ex mulher a pedir um contacto, já tentei contactar o meu ex sogro mas...sem sucesso!
Nunca se aprende quando se erra propositadamente.
É assim a vida do meu filho...como posso admitir que permaneça?
Nunca se aprende quando se erra propositadamente.
É assim a vida do meu filho...como posso admitir que permaneça?
sábado, 28 de agosto de 2010
Sem comentários!
Devia, tal como prometido, escrever sobre os vinte dias de férias que passei com o Gonçalo. Sim, devia mas, na verdade não sou capaz de o fazer por agora relatando, com a alegria vivida aqueles momentos. O Gonçalo foi embora no dia 24 de Agosto e, desde então, apesar das tentativas diárias, nunca mais consegui falar com ele.
O meu filho ainda está em Portugal e, ao que sei por cá ficará mais uma a duas semanas. Tentei contactá-lo através do número que a mãe utilizou para o contactar enquanto esteve comigo, sem sucesso! Tentei contactá-lo através do número da mãe e do avó materno, sem sucesso! Mandei um mail à mãe do Gonçalo a pedir-lhe que me contacte para me despedir do Gonçalo antes da partida para Angola, sem sucesso!
Suponho que não voltarei a ver o Gonçalo até uma próxima decisão judicial!
Suponho que tudo se repita e eu nunca mais o consiga contactar telefonicamente! Tudo como antes...
Sentimos a casa bem mais vazia, olhamos para o João e admiramos a forma como chama pelo mano e o procura em todas as direcções, organizamos as fotografias e agarramos a certeza de que em breve tudo será melhor, diferente, mais cheio de risos e sorrisos.
Saudades dos dias cheios!
O meu filho ainda está em Portugal e, ao que sei por cá ficará mais uma a duas semanas. Tentei contactá-lo através do número que a mãe utilizou para o contactar enquanto esteve comigo, sem sucesso! Tentei contactá-lo através do número da mãe e do avó materno, sem sucesso! Mandei um mail à mãe do Gonçalo a pedir-lhe que me contacte para me despedir do Gonçalo antes da partida para Angola, sem sucesso!
Suponho que não voltarei a ver o Gonçalo até uma próxima decisão judicial!
Suponho que tudo se repita e eu nunca mais o consiga contactar telefonicamente! Tudo como antes...
Sentimos a casa bem mais vazia, olhamos para o João e admiramos a forma como chama pelo mano e o procura em todas as direcções, organizamos as fotografias e agarramos a certeza de que em breve tudo será melhor, diferente, mais cheio de risos e sorrisos.
Saudades dos dias cheios!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
De 4 a 24 de Agosto!
Terminou!
Hoje às 19h00m, tal como determinado no acordo lavrado em Tribunal, fui levar o Gonçalo a casa da mãe. Terminaram assim os vinte dias de férias que passei com o meu filho depois dos dois anos que estive sem o ver. Foram dias ricos em energia, boa disposição, actividades diversificadas. Foram dias carregados de sorrisos, de muito carinho, de muito amor. Foram dias de muita conversa, de música, de jogos, de cinema, de passeios. Foram dias com amigos, com gente que sempre esteve aqui. Foram dias que passaram demasiado rápido e agora...fica a vontade de ver o meu filho já amanhã!
Deixei o Gonçalo em casa da mãe apesar dela, uma vez mais e à semelhança do que aconteceu no dia 2 de Janeiro de 2009 não estar em casa! Uma vez mais quem recebeu o Gonçalo foi o avô materno. Uma vez mais a mãe não estava para o receber. Ainda assim deixei-o ficar. Podia optar por não o fazer, podia teimar que só entregaria à mãe mas...não me parece o correcto. Quero paz para os meus filhos!
Fizemos o caminho de volta a ouvir o palrar do João e a conversar sobre cada momento...
Tardámos em chegar a casa, fizemos mil coisas antes de voltar e enfrentar um novo som, um maior silêncio. Que saudades de ontem!
Sobre estes dias há tanto que contar...
Assim farei, de hoje em diante aqui, neste blog para que os meus filhos saibam com pormenor como se conheceram, como viveram cada um destes dias, como foram estes primeiros momentos.
O João dorme no berço...
O Gonçalo? ...não sei.
Hoje às 19h00m, tal como determinado no acordo lavrado em Tribunal, fui levar o Gonçalo a casa da mãe. Terminaram assim os vinte dias de férias que passei com o meu filho depois dos dois anos que estive sem o ver. Foram dias ricos em energia, boa disposição, actividades diversificadas. Foram dias carregados de sorrisos, de muito carinho, de muito amor. Foram dias de muita conversa, de música, de jogos, de cinema, de passeios. Foram dias com amigos, com gente que sempre esteve aqui. Foram dias que passaram demasiado rápido e agora...fica a vontade de ver o meu filho já amanhã!
Deixei o Gonçalo em casa da mãe apesar dela, uma vez mais e à semelhança do que aconteceu no dia 2 de Janeiro de 2009 não estar em casa! Uma vez mais quem recebeu o Gonçalo foi o avô materno. Uma vez mais a mãe não estava para o receber. Ainda assim deixei-o ficar. Podia optar por não o fazer, podia teimar que só entregaria à mãe mas...não me parece o correcto. Quero paz para os meus filhos!
Fizemos o caminho de volta a ouvir o palrar do João e a conversar sobre cada momento...
Tardámos em chegar a casa, fizemos mil coisas antes de voltar e enfrentar um novo som, um maior silêncio. Que saudades de ontem!
Sobre estes dias há tanto que contar...
Assim farei, de hoje em diante aqui, neste blog para que os meus filhos saibam com pormenor como se conheceram, como viveram cada um destes dias, como foram estes primeiros momentos.
O João dorme no berço...
O Gonçalo? ...não sei.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Temos o Gonçalo!
...assim muito rápido...Temos o Gonçalo cá em casa e estamos mesmo muito felizes :) Prometo contar tudo, mas tudo amanhã.
Abraços
Abraços
A horas de ir buscar o Gonçalo...
Dentro de algumas horas, em cumprimento de novo acordo homologado em Tribunal, vou buscar o Gonçalo. O encontro está marcado para as 19h00m naquela que é a residência da mãe do meu filho mais velho em Portugal.
Cá por casa está tudo preparado para receber o Gonçalo e o apresentar ao João. O quarto e os brinquedos continuam reservados com respeito pela decoração que tínhamos da última vez que vimos o Gonçalo, a 2 de Janeiro de 2009. O computador continua disponível, as consolas estão carregadas e os livros devidamente arrumados na estante. Falta saber se os gostos do meu filho são os mesmos. Falta saber se ainda aprecia os Gormitis; falta saber se ainda joga PSP, se ainda gosta de cinema. Falta saber o que mais lhe apetece hoje!
Por cautela, como o Gonçalo me é sempre entregue sem uma só muda de roupa e já passaram 19 meses desde a última vez que o vi, compramos algumas peças de roupa que, acreditamos venham a ser úteis. Esperamos para ver como cresceu e, depois comprar mais algumas coisas ao gosto dele.
A ver vamos...
Dentro de algumas horas posso ter, ou não, a minha família pela primeira vez junta!
Torçam por nós...
Cara Fenix Renascida, um comentário ao seu comentário: Com todo o respeito que me merecem as mães, não me merecem menos respeito os pais. Assim, o dever de guardar não é necessariamente da mãe! Mais: pai e mãe têm o dever de cuidar, amar, educar...para sempre e sem limites. Não conheço a sua história, não sei o que aconteceu mas, independentemente das razões mantenho sempre esta posição: o filho não é do pai e não é da mãe. O filho é livre, é da vida!
Cá por casa está tudo preparado para receber o Gonçalo e o apresentar ao João. O quarto e os brinquedos continuam reservados com respeito pela decoração que tínhamos da última vez que vimos o Gonçalo, a 2 de Janeiro de 2009. O computador continua disponível, as consolas estão carregadas e os livros devidamente arrumados na estante. Falta saber se os gostos do meu filho são os mesmos. Falta saber se ainda aprecia os Gormitis; falta saber se ainda joga PSP, se ainda gosta de cinema. Falta saber o que mais lhe apetece hoje!
Por cautela, como o Gonçalo me é sempre entregue sem uma só muda de roupa e já passaram 19 meses desde a última vez que o vi, compramos algumas peças de roupa que, acreditamos venham a ser úteis. Esperamos para ver como cresceu e, depois comprar mais algumas coisas ao gosto dele.
A ver vamos...
Dentro de algumas horas posso ter, ou não, a minha família pela primeira vez junta!
Torçam por nós...
Cara Fenix Renascida, um comentário ao seu comentário: Com todo o respeito que me merecem as mães, não me merecem menos respeito os pais. Assim, o dever de guardar não é necessariamente da mãe! Mais: pai e mãe têm o dever de cuidar, amar, educar...para sempre e sem limites. Não conheço a sua história, não sei o que aconteceu mas, independentemente das razões mantenho sempre esta posição: o filho não é do pai e não é da mãe. O filho é livre, é da vida!
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Falei com o Gonçalo...
Ontem, depois de algumas tentativas consegui finalmente falar com o Gonçalo. Já não sou capaz de determinar a última vez em que falamos mas, mal ouvi a sua voz senti o habitual arrepio de quem não sabe o que sucederá no segundo seguinte.
Tenho tantas saudades do meu filho!
Passaram tantos meses que, como é normal receio desconhecer os pormenores, receio não saber o que o Gonçalo aprecia e, às tantas estar desactualizado nos gostos, nas conversas. Ainda assim, sinto em cada telefonema a ternura na voz do Gonçalo. Cresceu, sim, é verdade que cresceu mas, volvidos quase dois anos ainda lhe reconheço aquela ternura na voz. É o meu filho! É um pedaço de mim...
Trocamos algumas palavras, perguntei-lhe como estava, se tudo corria bem na Escola e quando voltaria a Portugal. Espantei-me quando me respondeu que a mãe tinha tomado a iniciativa de o trazer a Portugal e, por essa razão faltaria às aulas! Não o contrariei, não culpabilizei a mãe do meu filho, ouvi...sofri e temi mas, o que mais importa? O que mais importa é ter o Gonçalo aqui, perto de nós. O que mais importa é reconhecê-lo no abraço, no beijo, no momento que não tarda a chegar. O que mais importa é sentir a minha família reunida...O que mais importa? O que mais importa é ter os meus filhos felizes.
Tenho tantas saudades do meu filho!
Passaram tantos meses que, como é normal receio desconhecer os pormenores, receio não saber o que o Gonçalo aprecia e, às tantas estar desactualizado nos gostos, nas conversas. Ainda assim, sinto em cada telefonema a ternura na voz do Gonçalo. Cresceu, sim, é verdade que cresceu mas, volvidos quase dois anos ainda lhe reconheço aquela ternura na voz. É o meu filho! É um pedaço de mim...
Trocamos algumas palavras, perguntei-lhe como estava, se tudo corria bem na Escola e quando voltaria a Portugal. Espantei-me quando me respondeu que a mãe tinha tomado a iniciativa de o trazer a Portugal e, por essa razão faltaria às aulas! Não o contrariei, não culpabilizei a mãe do meu filho, ouvi...sofri e temi mas, o que mais importa? O que mais importa é ter o Gonçalo aqui, perto de nós. O que mais importa é reconhecê-lo no abraço, no beijo, no momento que não tarda a chegar. O que mais importa é sentir a minha família reunida...O que mais importa? O que mais importa é ter os meus filhos felizes.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Nunca nos habituamos!
Nunca nos habituamos com a inércia quando para a nossa vida é essencial e indispensável uma actuação. Nunca nos habituamos quando nos tratam menos bem, quando não nos cuidam, quando sentimos que somos vistos e ouvidos sem que, na verdade nos vejam ou ouçam. Nunca nos habituamos a viver a lutar sem nunca atingir um objectivo em que acreditamos.
Desde há mais de seis anos que sinto a inércia, a falta de cuidado, o ser visto e ouvido passando, na realidade despercebido. Tenho recorrido, reiteradamente aos Tribunais portugueses mas, ainda assim nunca saí de um Tribunal com a segurança dos meus direitos acautelados.
No dia 6 de Julho voltei ao Tribunal de Família e Menores e, uma vez mais fui o único a comparecer já que a mãe do Gonçalo faltou. O de sempre!
Desta vez, contrariamente ao que vem acontecendo, o advogado da mãe do meu filho apresentou uma proposta: O Gonçalo chegará a Portugal no dia 4 de Agosto e, desde esse dia ficará na minha companhia! Primeira reacção? Vou ver o meu filho, só isso interessa! Dois minutos de raciocínio e: A mãe do meu filho não vai cumprir, como gerir e acautelar o risco de mais um acordo?
Concordei aceitar um acordo nos termos do qual o Gonçalo chega a Portugal no dia 4 de Agosto para visitar o pai e a família paterna. Caso se repita o incumprimento, por determinação do Senhor Magistrado está prevista uma indemnização que, confesso espero não ter que receber e, ademais caso receba depositarei numa conta do meu filho ou doarei para fins sociais.
Ora bem: Fiz um acordo, uma vez mais um acordo com o objectivo de ver o Gonçalo o mais breve possível mas, sem prescindir deste acordo não foram sanados os incumprimentos anteriores e prossegue o processo na parte que se refere à alteração das responsabilidades parentais. Além do que, os incumprimentos ainda não declarados poderão, de futuro servir de fundamento no Tribunal de Família e Menores.Percebi bem? Julgo que foi assim...É que às vezes doí tanto que deixo de conseguir pensar. É mesmo difícil aguentar cada momento e seguir em frente. Como me sinto sem capacidade para fazer mais e melhor...como me sinto assim!
Certo! Muito bem! Aguardo o Gonçalo no dia 4 de Agosto...será?
Nunca nos habituamos a sofrer, nunca nos habituamos ...
Sem desistir apesar de me sentir cada vez mais em baixo...
Desde há mais de seis anos que sinto a inércia, a falta de cuidado, o ser visto e ouvido passando, na realidade despercebido. Tenho recorrido, reiteradamente aos Tribunais portugueses mas, ainda assim nunca saí de um Tribunal com a segurança dos meus direitos acautelados.
No dia 6 de Julho voltei ao Tribunal de Família e Menores e, uma vez mais fui o único a comparecer já que a mãe do Gonçalo faltou. O de sempre!
Desta vez, contrariamente ao que vem acontecendo, o advogado da mãe do meu filho apresentou uma proposta: O Gonçalo chegará a Portugal no dia 4 de Agosto e, desde esse dia ficará na minha companhia! Primeira reacção? Vou ver o meu filho, só isso interessa! Dois minutos de raciocínio e: A mãe do meu filho não vai cumprir, como gerir e acautelar o risco de mais um acordo?
Concordei aceitar um acordo nos termos do qual o Gonçalo chega a Portugal no dia 4 de Agosto para visitar o pai e a família paterna. Caso se repita o incumprimento, por determinação do Senhor Magistrado está prevista uma indemnização que, confesso espero não ter que receber e, ademais caso receba depositarei numa conta do meu filho ou doarei para fins sociais.
Ora bem: Fiz um acordo, uma vez mais um acordo com o objectivo de ver o Gonçalo o mais breve possível mas, sem prescindir deste acordo não foram sanados os incumprimentos anteriores e prossegue o processo na parte que se refere à alteração das responsabilidades parentais. Além do que, os incumprimentos ainda não declarados poderão, de futuro servir de fundamento no Tribunal de Família e Menores.Percebi bem? Julgo que foi assim...É que às vezes doí tanto que deixo de conseguir pensar. É mesmo difícil aguentar cada momento e seguir em frente. Como me sinto sem capacidade para fazer mais e melhor...como me sinto assim!
Certo! Muito bem! Aguardo o Gonçalo no dia 4 de Agosto...será?
Nunca nos habituamos a sofrer, nunca nos habituamos ...
Sem desistir apesar de me sentir cada vez mais em baixo...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A poucas horas...
A poucas horas de me apresentar, uma vez mais no Tribunal de Família e Menores do Porto cá estou, como sempre carregado de esperança que seja agora, que seja desta vez, que seja o momento da decisão porque anseio desde há mais de 6 anos!
Para ser sincero não estou certo de que haja uma decisão que favoreça o meu convívio imediato com o Gonçalo. Melhor, não acredito que uma qualquer decisão me traga, no imediato o meu filho. Ainda assim, considero imprescindivel ouvir uma decisão, uma tomada de posição que nos coloque no caminho certo e definitivo.
Desde Fevereiro de 2008 que corro para o Tribunal, dia após dia, sem uma palavra, sem uma qualquer Sentença que me faça acreditar num amanhã ao lado do Gonçalo. É verdade! Tempo demais...
O João completou já 13 meses mas, infelizmente nunca viu o irmão ao vivo.
O Gonçalo está a poucos meses de fazer 11 anos e eu nunca tive a possibilidade de o acompanhar à Escola! Tempo demais...
Momentos perdidos e irrecuperáveis mas, ainda assim, vale bem a pena pensar que poderei ser pai amanhã. Vale a pensa imaginar que posso voltar a carregar o meu filho no colo, rodar junto ao mar de bicicleta com ele, correr atrás de uma bola no parque da cidade, levá-lo ao cinema, levá-lo ao teatro, habituá-lo a pegar num livro e ler algumas das suas páginas todos os dias, ouvir as suas dúvidas...enfim. Vale muito a pena pensar que o futuro me deixa ainda tempo para ser o pai do Gonçalo e o apresentar ao João.
Na sexta-feira passada recebi o Relatório da análise feita pelo Conselho Superior de Magistratura. Segundo o Senhor Magistrado que o instruiu, o Senhor Juiz do Processo tem cumprido tudo a quanto está obrigado. Ao que parece, o facto de ter, por princípio a vontade de ouvir pai e mãe e, mais do que isso, o facto de eu nunca me ter oposto à suspensão das conferências (que ignorante que fui!), é suficiente para concluir pela inexistência de infracção disciplinar! Aprendi! de hoje em diante serei a verdadeira oposição a qualquer suspensão ou adiamento!
Saudades do Gonçalo...mais do que muitas!
Insucesso nos telefonemas...
Insucesso nos mails...
Sem desistir...até já!
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