quinta-feira, 6 de maio de 2010

Confirmado!

Confirmado: Mais uma conferência de pais para o dia 6 de Julho de 2010!
Será possível admitir que isto aconteça? Continuamos aqui, de conferência em conferência, de data em data, de falta em falta e, em boa verdade sem decisão alguma e sem que eu veja o Gonçalo!?
Qual a vantagem de ter recorrido a um Tribunal para ver cumprido o acordo? Não teria sido mais fácil eu próprio incumprir?
O que me aconteceria se, por hipótese eu deixasse de pagar a prestação de alimentos? Bom, neste caso, atenta a falta do vil metal quiça alguém tomaria uma rápida decisão. Ao contrário, como estão em causa emoções, sentimentos, vidas de pais e filhos a decisão tarda, e tarda e volta a tardar!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

...um passo à frente!

Cansado de esperar, face a iminente marcação de uma nova conferência de pais, remeti hoje para o Conselho Superior de Magistratura e para a Procuradoria Geral da República duas participações contendo, cada uma delas o andamento do processo no Tribunal de Família e Menores do Porto. Resta agora esperar que os órgãos colegiais deliberativos competentes, com o distanciamento necessário e a imparcialidade que não se questiona procedam à cuidada análise e me respondam, enquanto cidadão, utente dos Tribunais, de que forma foram acautelados pelo respectivo Magistrado Judicial e pela Magistrada do Ministério Público os meus direitos e os meus interesses. De que forma foram acautelados os direitos e interesses do Gonçalo.
Eu, enquanto trabalhador no exercício de funções públicas cumpro os meus deveres que, naturalmente conheço e respeito. Qual a diferença entre nós e os Magistrados? Nenhuma! Aliás, o contrário sempre seria violador do Principio da Igualdade.
Volvidos mais de dois anos a aguardar uma decisão, procederei agora, em conformidade com o que me for dito pelo Advogado que faz o favor de me representar, à interposição de uma acção no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e à interposição da competente acção de Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado.
A ver vamos!
Não será pela minha inércia que o Gonçalo ficará longe da família.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mais?

Mais uma conferência de pais? Será possível? Não consigo acreditar!
Como sabem todos os que fazem o favor de acompanhar os meus escritos, desde há mais de seis anos recorro ao Tribunal para tentar que seja cumprido um acordo celebrado entre mim e a mãe do meu filho Gonçalo com vista a garantir os direitos dos três enquanto pais e filho! Como sabem todos os que fazem o favor de ler o que escrevo, desde Fevereiro de 2008 aguardo que o Senhor Magistrado Judicial do 3º Juízo, 2ª Secção do Tribunal de Família e Menores do Porto decida sobre o incumprimento da mãe do Gonçalo que, em Dezembro de 2007 não conduziu e nem fez conduzir o Gonçalo a Portugal para, na minha companhia passar o Natal ou, em alternativa o ano novo! Desde Dezembro de 2007 até à data são repetidas e reiteradas as situações de incumprimento do acordado quanto às responsabilidades parentais, quanto às visitas do Gonçalo ao pai e do pai ao Gonçalo, quanto às notícias sobre educação e saúde. Desde Outubro de 2007 até à data desconheço a residência do meu filho, nada sei sobre a sua educação escolar e sobre a sua saúde. Do Tribunal? Sucessivas marcações de conferências de pais, sucessivos adiamentos, suspensões e interrupções, sucessivos tempos dados para que a mãe do Gonçalo, constantemente faltosa, possa comparecer!
Soluções? Zero...
Respostas? Nenhuma...
Continuo a tentar de forma persistente e, até insistente o contacto com o Gonçalo. Sem sucesso!
Soube hoje que a Senhora Procuradora junto do Ministério Público terá promovido uma nova conferência de pais! Uma nova conferência de pais???? Estaremos a falar do mesmo processo? Volvidos mais de três anos, volvidas mais de uma dezena de datas em que a mãe do Gonçalo faltou vamos ter uma nova conferência de pais?
Basta!
Nem mais um dia de espera. Vou avançar ainda hoje com as participações disciplinares e analisar a possibilidade de recurso ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Chega! É hora de pedir responsabilidades ao Estado Português e à mãe do meu filho pela violação dos meus direitos de pai, de cidadão!

domingo, 2 de maio de 2010

Dia da mãe!

Há muito que não sinto vontade de escrever embora, confesso tenha muitas novidades para contar ou talvez para partilhar.
Continuo sem novidades do Tribunal de Família e Menores do Porto, continuo sem notícias fidedignas do Gonçalo, continuo a viver o pesadelo de não saber quando volto a ver o meu filho mais velho, sem saber se em breve vou ver, pela primeira vez os meus filhos juntos. Lamento tanto que tudo isto esteja a acontecer! Tenho a sensação de viver sobre uma nuvem sem ser capaz de sentir a realidade. Será possível que isto aconteça a alguém?
No Tribunal de Família e Menores do Porto estamos, desde Fevereiro de 2008 a aguardar prazos de pronúncia! Ora hoje a peça processual vai ao Ministério Público, ora amanhã vai ao Advogado da mãe do Gonçalo, ora para a semana vai ao nosso Advogado, ora volta e vai ao Senhor Juiz e, desta forma se passam dias, semanas, meses, mais de dois anos! Dúvidas inexistem de que o Estado português desacautelou os meus direitos enquanto pai e os direitos do Gonçalo enquanto filho. Perante o que tenho vivido e a aparente passividade do Magistrado deste processo no Tribunal de Família e Menores do Porto, não me restam alternativas e, necessariamente devo recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Entretanto, de forma surpreendente foi arquivado o processo crime que corria termos no Tribunal de Gondomar. Não vi o despacho e, por essa razão ainda não sei o que motivou o arquivamento mas, ouvido num segundo processo crime já em curso, fiquei a saber que na fase de instrução, não tendo sido ouvido nem eu e nem as minhas testemunhas, foi o processo arquivado. Estranha a Justiça em Portugal! Na altura decidi não me constituir assistente porque, em boa verdade eu só quero ver o meu filho, estar com ele, fazer parte da vida dele. Não tenho interesse na condenação da mãe dele. Aliás, para mim importava mais que o acordo fosse cumprido e, neste momento sou eu quem pode garantir essa cumprimento já que desde há seis anos para cá a mãe do Gonçalo nunca o cumpriu!!!
De uma forma ou de outra, perante novos, continuados e reiterados incumprimentos do acordo homologado em Tribunal, corre já novo processo crime e correrão tantos quantos os incumprimentos.
Não sinto o direito de desistir de um filho! Aliás, com o João tenho agora o dever de garantir que ele conheça e conviva com o irmão. Os meus filhos terão de mim o esforço sério e racional para que ambos possam viver e partilhar tudo de si.
Continuo a tentar o contacto com o Gonçalo para os 8 números de telefone móvel, para o número fixo, para o número de fax e para os três e-mails: sem sucesso! Aliás, da última vez que falei com o meu filho, há cerca de 15 dias ele disse-me que eu não tentava ligar-lhe, que não tinha chamadas minhas e que nunca me encontrava na internet! Não me chocou. Bem sei que uma criança com 10 anos é, infelizmente facilmente enganada. Disse ao Gonçalo para não pensar nisso, garanti-lhe que o tentaria contactar sempre e as vezes que fossem necessárias. Reafirmei o meu amor por ele e a imensa paciência para lutar com vista a tê-lo, em breve perto de mim.
Hoje, dia da mãe o meu sincero abraço às mães do mundo que cuidam, que mimam, que são capazes de sofrer e sacrificar o melhor de si pelo bem dos filhos. Parabéns!
Para a mamã aqui de casa o nosso imenso carinho, muito mimo e milhares de amor :)

domingo, 28 de março de 2010

Breve conversa com o Gonçalo

Hoje, depois de muitas tentativas consegui falar com o Gonçalo. Como sempre sujeitei-me a ouvir os comentários e propostas de resposta de terceiros que, aparentemente estavam ao lado do meu filho mas, ainda assim sempre foi possível ouvir a voz dele e tentar perceber se está bem.
O Gonçalo diz-me que em breve virá a Portugal embora, como é evidente não lhe seja possível adiantar-me a data. Antes de nos despedirmos ainda me perguntou pelo João, se já andava, se já falava, se já comia! Achei deliciosa a preocupação e cuidado com o irmão. Achei o máximo não se esquecer de querer saber dele.
Tenho cada vez mais saudades do meu filho. É cada vez mais difícil olhar para o futuro, a curto prazo e saber que não o vejo no imediato.
A semana passada aceitei um comentário de alguém que, aparentemente se indignava com este blog. Pelo que me foi possível perceber a pessoa que não se identificou, deixava saber como achava que este blog era prejudicial ao meu filho Gonçalo. Pensei durante horas naquelas palavras e até pensei deixar de escrever mas, em boa verdade conclui que aquela pessoa não tem razão!
O blog Filho Para Sempre não pretende e não é um meio de maldizer. Nestes textos não se escreve e não se pretende escrever sobre os erros de terceiros. Antes, neste blog aproveito para conversar comigo mesmo, recolher experiências de outros e, principalmente desabafar a tristeza e angústia que sinto por estar tão afastado do meu filho. Conclui que quem me deixou aquele comentário por certo não sabe o que é estar privado de alguém a quem se quer bem, mas a quem se quer realmente muito bem.
Independentemente de culpas ou desculpas a verdade é que estou sem ver o Gonçalo há mais de um ano, aliás, fará precisamente treze meses no dia 2 de Abril! Sem culpas ou desculpas eu não vejo o meu filho, não sei se ele vai bem na escola, desconheço se está bem de saúde, se fez novos amigos, se sente saudades do pai, se tem vontade de conhecer o irmão! Sem culpas ou desculpas tenho dois filho que nunca se viram.
Não será demasiado atrevimento pedir-lhe a si que me deixou aquele comentário para fazer um exercício:
Tem filhos? Imagine que um dos seus filhos faz uma viagem, por exemplo imagine que um dos seus filhos vai estudar para fora num regime de mobilidade. Agora suponha que durante uma semana não consegue falar com ele. Conseguiu fechar os olhos e visualizar esta situação? O que sente?
Bom...imagine agora que não vê o seu filho há mais de um ano. Imagine que não sabe onde ele mora, não sabe como ele se sente. Consegue imaginar? Não consegue...garanto-lhe que não consegue! Mesmo que saiba que o seu filho está na companhia do outro progenitor, garanto-lhe que sofrerá muito se não falar com ele por apenas uma semana!
Do Tribunal?
Nada de novo e mais um prazo!
Parece graça, parece mentira mas o Magistrado Judicial responsável pelo processo deu um novo prazo ao Mandatário da mãe do Gonçalo para se pronunciar! Desta vez invoca a acta da última conferência, remete requerimentos nossos pretendendo saber em que data virá o Gonçalo a Portugal e concede prazo para pronúncia. Mais um mês de espera. O Advogado da mãe do meu filho Gonçalo poderá pronunciar-se até ao dia 15 de Abril de 2010.
A respeito desta forma de agir do Tribunal de Família e Menores do Porto acabei por me lembrar de um outro comentário anónimo. Desta vez refiro-me a um comentário até pouco educado e que me acusa de ser lamechas! Na verdade até sou muito lamechas, na verdade até gosto de me sentir bem acarinhado e muito, mas mesmo muito mimado mas, não é o caso quando o assunto é o Gonçalo!
Este blog não se pretende lamechas, por aqui não pretendo queixar-me ou lamentar a minha dor. Não, nada disso. Neste blog converso, desabafo, leio outras vidas e absorvo diferentes opiniões. Este blog não é um ninho de lamechices, não se pretende um queixume. Este blog são conversas de protesto.
Enfim, de mangas arregaçadas e prontíssimo para continuar a lutar pelos meus direitos de pai sem esquecer os direitos do meu filho!
Uma nota final para todos os que falam, comentam e se atrevem a opinar sobre os outros e outras vidas: Vale sempre a pena olhar primeiro para a nossa vida, vale sempre a pena duvidar do que nos dizem se não virmos ou ouvirmos dos falados, dos que são vítimas da opinião e da maldicência. Aliás: O tempo acaba por trazer todas as verdades, todas as verdades tardam mas não falham. Por outro lado, nas sábias palavras de uma senhora que em breve se aposentará "A Justiça quando tarda já não é Justiça!"
Abraço a todos

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do pai!

Para assinalar um Dia do Pai sem novidades, sem notícias, sem decisões!
Há seis anos que não privo com o Gonçalo no dia do Pai. Sim, é verdade. Desde que me separei da mãe do Gonçalo nunca mais pude festejar com o meu filho Gonçalo o Dia do Pai. Se é certo que este dia tem uma importância relativa, a verdade é que quando estamos privados de ver o nosso filho ganha uma enorme importância e passa a ser um fardo muito mas mesmo muito pesado.
Hoje tenho o João no meu colo mas, ao contrário do que se possa pensar esta presença em nada ameniza a dor da ausência. Claro que o João é uma companhia apaixonante mas, ainda assim é o João e não o Gonçalo. Juntos, os dois será para mim sinal de preenchimento total.
O processo no Tribunal de Família e Menores do Porto foi a conclusão do Senhor Magistrado no dia 16 de Março. Até hoje, nada de novo!
Aos pais, um dia feliz todos os dias...
Abraço
Adoro os meus filhos, tanto!

domingo, 7 de março de 2010

...mais de um mês depois!

Passou mais de um mês desde a última vez que senti vontade de escrever. Entretanto, durante este período festejei o meu aniversário, festejei o aniversário da Xana, festejamos os 9 meses do João mas nada mudou no processo de família e menores e nada mudou no processo crime em curso.
Continuo sem notícias do Gonçalo! Nada sei sobre como vai de saúde, como corre a escola, em que data vem a Portugal, se é feliz, se sente a nossa falta...enfim! Nada sei sobre o Gonçalo! Um clássico!
Creio já ter escrito que o Gonçalo dispõe de um endereço de msn que me foi facultado muito recentemente. Pois é, o Gonçalo tem um endereço que me permite, alegadamente conversar com ele através da internet. Esta falsa realidade trouxe-me hoje uma nova e angustiante preocupação. Apesar de ter o endereço do meu filho adicionado no msn, a maioria das vezes o meu endereço está bloqueado (fazendo fé na consulta das páginas para o efeito) e o menino está sempre off line. Ainda assim, aproveito esse pseudo canal de comunicação e deixo-lhe mensagens off line, beijos e abraços de saudades e mails a pedir que me contacte...nada! De vez em quando, muito de vez em quando surge uma mensagem em que o Gonçalo escreve "Estive aqui!" ou algo muito do género. Mantenho o msn ligado a maior parte do meu dia para não perder a oportunidade de lhe falar mas, em boa verdade isso muito raramente acontece. Hoje ao consultar o meu mail tinha a seguinte mensagem enviada do mail do meu filho:
«ola estou no msn ontem quando mandaste a mensagem estava numa festa de anos para de culpar a minha mae de tudo e quando quiseres falar liga ou eu quando quiser ligo bjs»...
Confesso que fiquei chocado com este mail. Naturalmente não acredito que o meu filho escreva algo assim até porque, confesso que ainda estou certo de como ele me conhece e tem consciência de que nunca desisto dele. Por outro lado, estará o meu filho a achar que culpo a mãe de culpas que ela não tem?
Nunca falo com o Gonçalo sobre as culpas que acho que a mãe dele tem, nunca lhe digo o que penso sobre a mãe e sobre a forma como actua. Desde sempre poupo o Gonçalo às minhas opiniões. Não obstante, como é evidente, sempre que falo com o meu filho tenho o cuidado de lhe explicar que tento ligar várias vezes, sem sucesso e que nunca o encontro no msn. O que pensará o Gonçalo? Acreditará o meu filho que não lhe ligo, que não lhe escrevo, que não o tento ver? Acreditará o meu filho que dedico os meus dias a culpar a mãe?
Francamente era muito mais fácil aproveitar esta distância e criar o fosso que a mãe do Gonçalo deseja. Seria muito mais fácil não requerer o cumprimento do regime de visitas, seria mais fácil não avançar com queixas crime pelo incumprimento reiterado do acordo. Sim, seria mais fácil ter mais um filho e viver assim, esquecido do passado e a aproveitar ao máximo a minha família mas, não estou disposto a abdicar do Gonçalo e não me acho no direito de desistir dele. Na verdade, quando se decide e aceita ter um filho temos um compromisso para a vida, para o bem e para o mal...para sempre! Não abdico do meu futuro com o Gonçalo e, em nome dessa minha obrigação de pai vou continuar até ao fim!
Por cada incumprimento farei uma queixa crime!
Todos os dias vou tentar ligar ao Gonçalo!
Todos os dias vou mandar um mail ao Gonçalo!
Todos os dias vou pedir responsabilidades à pessoa a quem confiei a educação do Gonçalo!
Todos os dias vou lutar pela minha família completa!
Dia 16 de Março o processo de família e menores vai a conclusão, como dizem as gentes do direito, ao Juiz. A ver vamos o que dali surge...dois anos mais tarde!
À mãe do Gonçalo: Que vergonha a postura ao longo destes anos! Que vergonha o não saber lidar com as relações humanas mais simples. Que vergonha o não perceber quando o egoísmo está misturado com a raiva e perdemos o discernimento. Que vergonha! Sinto pena por não te aperceberes dos teus erros. Pena de ti!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre hoje, sobre os próximos tempos...

Sobre hoje e sobre os próximos tempos...
Perdi a conta ao número de vezes em que estive naquele Tribunal e, ainda assim não fui ouvido! Hoje, como de resto tem vindo a acontecer, estive uma vez mais presente mas, na hora da chamada, para além dos advogados só lá estava eu. Não fiquei surpreso. Sabia que a mãe do Gonçalo, naturalmente incumpridora e faltosa, não estaria presente.
Senti uma estranha serenidade e uma paz que sempre julguei não ser possível. Aguardei!
Sem surpresa o Magistrado chamou apenas os advogados ignorando, uma vez mais o facto de ali me ter deslocado, em cumprimento de uma notificação com evidente prejuízo para a minha vida profissional e, claro está forte desgaste pessoal. Aguardei cerca de 45 minutos no corredor onde vão sendo depositados pais, mães, ex casais...enfim! Fiquei a apreciar o ambiente e, principalmente a pasmar com as conversas à minha volta.
Não tinha grande expectativa quanto a uma decisão mas, pelo menos aguardava por mais um passo em frente. Ainda com um sabor amargo sinto, no entanto que o passo dado foi, desta vez maior! Sem a presença da Senhora Procuradora, o Juiz deste processo, alertado pelo meu advogado lá decidiu conceder um curto prazo de 15 dias para a determinação da data de chegada do Gonçalo. Ora, se bem percebi o que me foi transmitido, dentro de 15 dias, na ausência de resposta que, sinceramente me parece o mais evidente, o Juiz marcará, ele próprio uma data para a Audiência de Julgamento e, mais do que isso uma data precisa para que o Gonçalo seja transportado a Portugal.
Ameaças à parte, saudades e ausências de lado...parece que finalmente há uma posição clara, objectiva e aparentemente determinada a concluir um processo que está pendente à demasiado tempo.
Saí do Tribunal sem uma decisão definitiva mas com a sensação de uma maior proximidade do Gonçalo.
Entretanto fiquei a saber que o meu filho se encontra em Angola sem visto adequado para o efeito facto que, como imaginam comuniquei já às autoridades angolanas solicitando o início de um processo de expulsão da mãe e do menor em conformidade com o previsto na legislação aplicável. Uma questão de tempo! Demasiado tempo para quem não vê o Gonçalo desde o dia 2 de Janeiro de 2009!
Aos amigos que ali estavam à minha espera, muito obrigado pela surpresa, pela amizade, pelo abraço!
A todos os que me deixaram comentários, mails, sms e me telefonaram...bem hajam!

Crime de ameaça!

Bom dia!
Como poderão verificar pela análise dos comentários ao post anterior, fui vitima de um crime de ameaça ontem, às 15h01m. Porque esta não foi a primeira vez, tinha já instalado um programa com vista à identificação dos eventuais infractores. Assim, na sequência daquele ameaçador comentário procedo ainda hoje a uma denúncia junto das entidades competentes.
A todos quanto aqui me deixaram o seu apoio e confiança, muito obrigado.
Um abraço

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...tudo se repetirá?

Está marcada para amanhã, às 15h00m mais uma diligência no Tribunal de Familia e Menores do Porto. Fazendo fé na minha intuição, confortada por comentários de terceiros, a mãe do Gonçalo faltará, uma vez mais. Tudo se repetirá? Tenho trocado várias impressões com juristas, advogados e magistrados sobre o que poderá acontecer. As opiniões são diversas e, muitas delas divergentes. Não imagino em que condições e com que novidades terminará o meu dia de amanhã. Ou melhor, o dia e o futuro da minha família continuará em suspenso? Teremos, finalmente uma decisão?
Desde Dezembro de 2007 até à data a mãe do meu filho Gonçalo já incumpriu, de forma repetida, reiterada e sucessiva o Regime de Visitas. Aliás, em número já o incumpriu 8 vezes! Vejamos:
1 - O Gonçalo não veio a Portugal, como deveria ter vindo em Dezembro de 2007 (1 incumprimento)
2 - O Gonçalo veio a Portugal no ano de 2008, apenas uma vez quando deveria ter vindo quatro vezes; (3 incumprimentos [já para não falar nas informações de saúde e educação!])
3 - O Gonçalo não veio a Portugal durante todo o ano de 2009 quando, na verdade deveria ter vindo 4 vezes. (4 incumprimentos)
Ora, quantificando o que para mim é inquantificável, 1+3+4= chegamos ao número 8!
OITO! Oito incumprimentos que resultam, como imaginam em muito sofrimento, em perdas de momentos impossíveis de recuperar, em saudade, em dúvidas, em medos.
Quando se poderão conhecer os meus filhos?
Amanhã tem o Magistrado Judicial a possibilidade de, finalmente decidir e, naturalmente cuidar pela execução da sua decisão. Aguardo, na expectativa!
Torçam por nós!
Obrigado a todos