sábado, 19 de dezembro de 2009

Adiado?

Continuo sem saber nada de concreto sobre a chegada do Gonçalo!
É espantosa a serenidade com que corre a vida de todos, a calma, a aparente tranquilidade e alegria sem que ninguém pareça preocupar-se com as consequências de cada acto.

Eu continuo na expectativa de uma informação válida e credível, continuo a planear os próximos dias na companhia do Gonçalo mas, na verdade sem estar certo de que o verei tão cedo! Espantosa realidade! Acabei de lhe tentar falar para Angola. Tentei várias vezes, o telefone tocou mas, como é habitual ninguém atendeu.

Julgo ter tido oportunidade de referir num post anterior que a mãe do Gonçalo trocou alguns mails comigo. Na altura, por diversas razões, mormente para evitar um excesso de exposição mais dela do que meu, decidi não publicitar mas hoje, hoje quando estava a reler os mails numa tentativa de chegar a alguma conclusão, decidi publicar o último que recebi e a minha resposta ao mesmo.
«boa noite
Sérgio ... Andrade
Quando você quiser Parár de fazer os seus filmes, como o das chamas telefónicas para angola e as rondas em casa dos meus familiares e escândalos.
Eu já estou farta de perder tempo consigo , portanto deixe se mas é de fazer esquemas, no qual você é perito e lamento que esteja a esquecer se do principal que é o Gonçalo Pare ESTA A FAZER MAL , a nossa conversa termina aqui ,quando estiver melhor falaremos .
As ferias de verão do Gonçalo para ir a Portugal será em Janeiro por vários motivos,mas eu ainda não tenho uma confirmação mas acho que se for dia 16 de dezembro2009 o Gonçalo era passar consigo uns dias a seguir á chegada a Portugal por exemplo dia 18 ás 19:00 horas até ao dia 20 até 19:00horas , depois pode se combinar a hora ,depois passa comigo a semana desde 21 até 3 de Janeiro e irá novamente para si dia 3 de Janeiro a noite ( hora combinar) até 31 de Janeiro 2010 assim completa os 30 dias no qual me comprometi-me .
O gonçalinho ligará quando estiver ai não se preocupe, para o seu telemóvel ...
Como no ano passado Gonçalo passou o mês Dezembro incluindo natal e fim de ano acho que será de bom senso que este ano passe comigo .por isso comunico com ante cedência para que você possa organizar a sua vida para estar com o Gonçalo .»
Recebido este mail, petrificado, respondi:
«M ...,
Sem comentar os despropósitos que aqui escreves, reitero tudo quanto disse nos mails anteriores.
Assim, permanecem em falta as informações certificadas quanto à saúde e desenvolvimento escolar do nosso filho Gonçalo que, como sabes estão previstas no Acordo homologado em Tribunal e nunca me foram entregues. Entretanto, continuo a não ter sucesso nas tentativas de contacto com o Gonçalo. Utilizando o sexto número de telefone que me foi indicado, tenho ligado todos os dias mas, sem surpresa nunca consigo falar com o nosso filho. O mesmo se tem passado com os meus pais, avós paternos do Gonçalo e com o meu irmão, tio e padrinho do menino.
O mail infra não é claro e, consequentemente não se consegue entender a data exacta em que o Gonçalo chega a Portugal. Devo considerar o dia 18 de Dezembro? Uma vez mais alerto para o previsto no Acordo quanto a esta matéria.
Pese embora eu disponha do mesmo número há mais de quatro anos continuo, sem surpresa a não receber nenhum contacto do Gonçalo.».
Depois deste dia, depois do contacto com o meu filho que relatei no post anterior, não voltei a receber qualquer informação. Nem mesmo o advogado que representa a mãe do Gonçalo respondeu à solicitação do meu advogado!

Mas, sobre aquele mail…

O português:
Ao ler o mail que transcrevi não consegui, apesar de tudo, apesar de tantas experiências anteriores, apesar de tantos anos a saber que era assim, a verdade é que não consegui ficar indiferente à forma de escrita. Senti tristeza e grande preocupação. Escrever bem ou pelo menos razoavelmente bem é essencial. Temo que o Gonçalo perca muito neste ponto. É chocante como uma jovem, como uma pessoa com a idade da mãe do meu filho escreve assim. Chocante!

As chamadas para Angola:
De facto ligo inúmeras vezes para Angola. Claro que ligo, claro que vou continuar a ligar. O meu filho Gonçalo tem 10 anos, vive algures em Angola e, como é evidente quero falar com ele, ter contacto com ele, saber como está, como se sente. Vou ligar sempre. Vou ligar sem desistir mesmo que continuem a não me atender as chamadas.

As alegadas rondas e escândalos:
A grande maioria das pessoas que acompanham o nosso blog não me conhecem mas, garanto, nunca fiz um escândalo em toda a minha vida. Aliás, sinto-me muito desconfortável perto de pessoas que falam demasiado alto, perto de pessoas que discutem em público sem cuidado com os outros. Nunca fiz um escândalo em toda a minha vida. Nunca o fiz mesmo quando me insultaram e agrediram em frente ao meu filho Gonçalo. Não o farei hoje, não o farei nunca.
Por outro lado, é verdade que muitas vezes me desloco ao local onde fica a residência da mãe do Gonçalo em Portugal. Continuarei a fazê-lo e ninguém me impedirá. Faço isso acompanhado pela minha família, pelos meus amigos, por todos os que vivem esta situação ao meu lado. Reparem que o ano passado, no dia 6 de Dezembro de 2008 encontrei o meu filho Gonçalo a sair de casa, em Portugal e eu nem imaginava que ele aqui estava. Passar lá, verificar se não estão de facto em Portugal é uma necessidade óbvia, é uma forma de não ficar parado à espera que outros, os Tribunais resolvam um problema, um sofrimento que é meu, com o qual, em boa verdade muito poucos se preocupam!

As nossas passagens de carro por aquele local não prejudicam e nem perturbam ninguém. Aliás, só nos prejudicam a nós…a mim e à minha família, às pessoas que tantas vezes nos acompanham sempre, mas sempre com esperança de, à semelhança do que aconteceu o ano passado, encontrarmos o Gonçalo em Portugal.

Fazer mal ao Gonçalo:

…nem consigo comentar! Presumo que a mãe do meu filho mais velho projecte em mim aquilo que ela própria é, faz e pensa.

A data de chegada a Portugal:

Difícil de entender o que se pretende dizer com o que ali está escrito. De uma forma ou de outra hoje é dia 19 de Dezembro, o Natal é na próxima semana e do Gonçalo nenhuma novidade.

O ano passado e o alegado bom senso:

Se bem se recordam o ano passado, depois de encontrar o meu filho em Portugal, passei com ele a tarde do dia 6 de Dezembro. Ficamos juntos depois entre os dias 17 de Dezembro e o dia 2 de Janeiro. O Gonçalo voltou a Angola a 31 de Janeiro de 2009 mas, ainda assim não o vejo desde 2 de Janeiro de 2009! Contas feitas passei com o meu filho, desde 21 de Outubro de 2007 até à data 16 dias! 16 dias em mais de dois anos e é a mim que pede bom senso?

Honestamente só me apetece dizer: Cura-te! Bom senso é algo que tenho tido em excesso ao longo destes anos. Ademais, o acordo lavrado em Tribunal estabelece que o Gonçalo passe este Natal na minha companhia.

Dia 24 de Dezembro irei buscá-lo a casa da mãe. Caso ninguém atenda chamarei a polícia e farei nova queixa crime contra a mesma.

Aliás, a respeito de queixa crime, o ano passado, na sequência de mais um incumprimento, fiz uma queixa crime que recentemente resultou numa acusação por subtracção de menor. Bem sei que até trânsito em julgado da sentença de condenação todos são inocentes mas, tenho fé que pelo menos neste processo crime se faça justiça. Por mim, pelo Gonçalo, pelo João que ainda não conhece o irmão, pela pessoa que continua ao meu lado e nunca desiste nem por um segundo, pelos filhos de pais separados vitimas de alienação parental, pelos pais e mães que sofrem por este motivo…procederei criminalmente contra a mãe do Gonçalo sempre que esta incumpra. Deveria tê-lo feito mais vezes, não fiz mas agora, com a alteração legislativa vou fazê-lo sempre. Um dia terá frutos, um dia vou ver o resultado e, como imaginam o resultado que espero é ver o Gonçalo feliz, é privar com ele, saber dele, ensiná-lo em tudo o que precise ou queira aprender.

Um dia…em breve!

Entretanto vou esperando, escrevendo e vivendo um momento depois do outro. Espero continuar a sentir-me um ser humano completo, de bem com a vida e capaz de me ajudar a mim e a todos os que comigo privam. Sinto-me útil e feliz o suficiente porque tenho de quem gostar, tenho quem me cuide e goste de mim e acredito, de verdade que muito em breve estarei mais perto do meu filho Gonçalo.

Muito obrigado a todos, muito obrigado pela confiança e pelo apoio. Por favor não deixem de me questionar, não deixem de me falar...é bom conversar, saber o que pensam e, dessa forma ir desabafando e encontrando soluções.

Adiado? Sim...está adiado o reencontro dos meus filhos.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Até hoje!

No dia 5 de Dezembro, como sabem, o Gonçalo fez 10 anos. Felizmente, depois de mais de uma dezena de tentativas consegui falar com ele, dar-lhe os parabéns, perguntar-lhe se estava bem e quais as suas vontades para o dia de regresso a Portugal. O meu filho, pela primeira vez em tantos, mas tantos meses pareceu-me animado. Conversamos um pouco, disse-me que gostava de ter uma festa de anos com os amigos e família logo que chegue a Portugal; fez-me verbalmente a lista de desejados presentes de anos e de Natal. Desliguei o telefone com o coração mais confortado e com a esperança de, em breve estar com ele.
10 dias depois, hoje, dia 15 de Dezembro voltei a conseguir um contacto telefónico. Confesso-me espantado por conseguir, num tão curto espaço de tempo o contacto com o Gonçalo. Atrevo-mo a adiantar que aí vem mais um incumprimento. Será?
A mãe do Gonçalo, embora obrigada por acordo lavrado em Tribunal, a informar com 30 dias de antecedência a data de chegada a Portugal, até hoje nada disse! Ou melhor, a mãe do Gonçalo mandou-me um e-mail que, sinceramente não é fácil de entender. Por um lado diz que vem em Janeiro, por outro lado e no mesmo mail diz que vem dia 18 de Dezembro mas, apelando ao meu bom senso (!) afirma que o menino passará com ela e a sua família as festas de Natal e Ano Novo!
Hoje, dia 15 de Dezembro, a menos de 10 dias para o Natal nem sei se o meu filho Gonçalo virá a Portugal!
Honestamente estou preparado para o pior. Estou preparado para mais um incumprimento da mãe do meu filho. Provavelmente, como vem sendo hábito a mãe do Gonçalo vai decidir sozinha e não virá a Portugal a tempo do Natal. Com grande probabilidade nem cá estará no ano novo e, como sempre, compete-me a mim gerir emoções, abafar sensações e... aguardar! Continuo a aguardar há mais de 6 anos. Continua a aguardar, desde Outubro de 2007 por uma decisão, finalmente justa, finalmente ponderada e concentrada nos factos.
Atrás de mim está já montado o nosso pinheiro de Natal, ao meu lado está o João, crescido, adorável a palrar, à minha volta os presentes que fomos comprando para o Gonçalo, dentro de mim um imenso amor pelos meus filhos, uma imensa vontade de os ter juntos, saudáveis e felizes.
Aproveitem ao limite cada momento com os que mais gostam!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Parabéns filho...

...parabéns filho!
Hoje o meu filho Gonçalo faz 10 anos. Parabéns filho, que estejas a passar um dia feliz...Até breve!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Filhos de pais em guerra"

Presumo que muitos dos que por aqui passam tenham visto, esta noite a reportagem da SIC denominada "Filhos de pais em guerra". Eu vi! Aqui por casa, naturalmente estávamos atentos e não conseguimos tirar os olhos do televisor. O nosso telefone tocou. Familiares e amigos aconselhavam a reportagem que nós já estávamos a ver praticamente sem respirar.
Uma palavra especial para a equipa que desenvolveu aquele trabalho. Parabéns! Parabéns porque, notoriamente, na óptica de alguém que pouco entende sobre jornalismos, em boa verdade na óptica de um utilizador, desenvolveram um trabalho absolutamente imparcial e rico, muito rico em emoções, em factos, em verdades que tanto custam. Uma reportagem que me encheu de esperança.
Uma palavra especial para a Diana e para a Inês. A Diana que, com a doçura própria dos 15 anos me deu a esperança de que o Gonçalo sempre me saberá amar e nunca me esquecerá. A Diana que me fez acreditar que o meu filho nunca acreditará se alguém lhe falar sobre mim, se alguém lhe disser algo que comigo nada tem haver. A Inês porque não desistiu e foi capaz de sorrir sempre e nunca, mas nunca pensou em si antes de pensar nos filhos. É isto que quero ser para o Gonçalo: Um bom pai que, por tanto o amar se limitará a lutar para o ter perto de si.
Acabei por me rever em tantas partes desta reportagem. Acabei por me lembrar de momentos e por me imaginar ali, em frente a uma jornalista a contar a minha história. Podia ter sido eu!
Eu sou exactamente aquele pai que há um ano não vê os filhos! Sim...eu sou como ele. Nós os dois temos uma mesma história. Apreciei a tranquilidade das suas palavras embora, com mágoa notei a tristeza no som da sua voz e no profundo do seu olhar. O Gonçalo tem 10 anos. Como seria se eu só o voltasse a ver aos 12 ou 13 anos? Não consigo imaginar o Gonçalo a não me acreditar. Aliás, estive, se bem se recordam 14 meses sem ver o meu filho e, no dia 6 de Dezembro de 2008 quando o abordei ele nem hesitou em acompanhar-me. Esta é a imagem que reservo e que me permite imaginar que sempre será assim.
Para a minha história eu escolheria um outro titulo porque, em boa verdade não me sinto em guerra. "Pai que não desiste de ser pai"!

domingo, 8 de novembro de 2009

Notícias...

Recebi dois e-mails da mãe do meu filho Gonçalo. Pasmem! Eu fiquei pasmado com o seu conteúdo, a vergonhosa forma de escrita e, principalmente com o vazio de notícias a simular notícias. Difícil, muito difícil de entender mas com o objectivo de sempre: Alienação parental!
No primeiro e-mail, logo após a falta à conferência de pais, a mãe do Gonçalo diz que o menino está bem de saúde e vai bem na escola!? Sim? Isso seixa-me feliz mas não descansado...Seis anos depois de tantas inverdades preciso dos comprovativos que o acordo lavrado em Tribunal prevê. Não confio na mãe do meu filho Gonçalo, não confio e não tenho porque confiar. Ademais, nesse tal e-mail ainda se diz que não tenho telefonado ao Gonçalo! Fantástico! É preciso ter muita falta de senso para escrever assim. Tenho ligado ao Gonçalo diariamente, quase sempre sem sucesso. Para o comprovar, porque estamos no meio de um tolo litígio, guardo as facturas das tentativas de chamadas que vão para o voice mail, do pagamento das sms e guardo ainda referência a datas, horas, locais onde estava, pessoas que testemunharam a tentativa de contacto e referência a contactos feitos de seguida também para amigos que estão em Angola, enfim tudo quanto servir para mostrar ao nosso filho que nunca desisti dele.
Respondi ao mail. Achei que era minha obrigação reiterar a necessidade que tenho de falar com o meu filho, de o ver, de trocar impressões com ele, de saber da sua saúde e desenvolvimento escolar. Recebi nova resposta...Estou com vontade de a colocar aqui.
Uma vez mais, com uma descuidada forma de escrita, mentiras, inverdades e...um vazio de notícias!
Passaram mais de dois anos, mais de dois anos!
A um domingo, com o João a sorrir ao meu lado e o meu pensamento a buscar sobre o que estará a fazer o Gonçalo.
No quarto do meu filho mais velho vai crescendo em número os presentes que aguardam a sua visita. Por cá estamos entusiasmados com o aproximar do mês de Dezembro e ansiosos por o voltar a abraçar, por com ele partilhar um milhão de novidades. Ao longo do ano fomos comprando uma ou outra coisa que achamos interessante e agora começamos a preparar o Natal...com muita saudade.

sábado, 7 de novembro de 2009

Verdade!

Não me apetece comentar directamente o comentário pouco educado que me deixaram no blog! Simplesmente não me apetece! Antes, estou com vontade de reflectir sobre os factos, sobre aquilo que qualquer pessoa pode saber, cuja verdade pode buscar e que, definitivamente ninguém pode inverter. A verdade é que, sem prescindir de tudo o resto, sem esquecer todos os episódios anteriores, desde Outubro de 2007 até hoje eu passei pouco mais de 15 dias com o meu filho Gonçalo! Esta é a verdade.Aliás, tudo o que se lê neste blog não é mais do que a verdade mas, pelo menos este pedaço, este pedaço de verdade qualquer um dos leitores pode buscar verificar sem dificuldade junto do Tribunal de Família e Menores do Porto.O João nasceu há mais de 5 meses e ainda não conhece o irmão, nunca o viu, nunca o ouviu. Desde o nascimento do João são imensas as vezes que tentamos o contacto telefónico com o Gonçalo com parco sucesso. Alguém terá a ilusão de esconder ou inverter a verdade? Talvez fosse possível fazê-lo mas...mais de dois anos depois já não se pode esconder uma tão violenta verdade. Pergunto como lidam as pessoas com isto?! Não questionam? Os familiares da mãe do Gonçalo, os meus ex sogros, o pai dos irmãos do meu filho mais velho, os pais deste, os irmãos deste, os amigos da família...ninguém questiona? Ninguém pergunta ao seu espelho: Qual será a verdade? Ninguém acha estranho que eu, a ser como me descrevem, tenha uma família tão estruturada, tão tranquila e completa? Em reflexão...o que me perturba é saber que um dia todos vão questionar, todos vão perceber a verdade mas, nesse dia já terão passado tempos e momentos. Nesse dia já terão passado pelo menos os 6 anos que ficaram para trás e nós, eu e o meu filho Gonçalo, já deixamos de poder beneficiar da companhia e do bom um do outro. Nessa altura já terão passados natais, aniversário, o nascimento do João e o Gonçalo, em todos esses momentos esteve privado de sorrir e aproveitar todas essas alegrias em nome de uma falsa verdade que...tão facilmente se prova ser falsa. Gente cobarde, gente incapaz de se olhar no espelho e perceber a verdade que ali está ao seu lado!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nova data!

Sempre soube que a mãe do Gonçalo não estaria presente na conferência de hoje. Assim, sem surpresa aguardei cerca de duas horas no Tribunal até ser informado de uma nova data: 20 de Janeiro de 2010! Ano novo vida velha? Ano novo questão antiga? Enfim...
Como sempre os Senhores Magistrados "furam a onda" e, calmamente vão escapando à sua responsabilidade de tomar uma decisão. Desculpas? Muitas desculpas mas, honestamente nenhuma me poderá convencer e muito menos fazer com que eu acredite no meu país.
Ao que parece, segundo disse o advogado que representa a minha ex mulher, o Gonçalo estará em Portugal nos primeiros dias de Dezembro altura em que, fazendo fé nas palavras deste, terei a possibilidade de o ver e com ele passar as férias. Entretanto, antes mesmo de nova viagem para Angola, no dia 20 de Janeiro de 2010 voltaremos ao Tribunal para, quem sabe, se a mãe do meu filho mais velho decidir comparecer, ser realizada a tal diligência que nunca mais começa, que nunca mais acaba! Interessante, não?
Por respeito ao Gonçalo e ao meu advogado vou aguardar até àquela data e verificar qual a decisão do Tribunal. Como imaginam não creio ter que esperar nem mais um dia e, por essa razão está decidido o que fazer em 2010. Não vou continuar a tentar perceber e desculpar o Estado português pela inércia e, salvo o devido respeito não vou deixar de responsabilizar quem falhou nos últimos anos, mormente nos últimos dois anos, isto é o Ministério Público e a mãe do meu filho Gonçalo.
Hoje, dia 6 de Outubro de 2009, a celebrar o primeiro aniversário em que soubemos que o João "estava a caminho", cá continuamos sem resposta, sem decisão...
Obrigado a todos pelo apoio, carinho e confiança,
Um abraço

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mentes doentes?

Definitivamente é impossível entender o que pretende a mãe do meu filho Gonçalo. Ao que parece, fazendo fé em mais uma informação chegada de Angola, a minha ex mulher terá enviado para Portugal os dois filhos mais novos permanecendo no Lobito com o companheiro e o meu filho. Uma vez mais retiro a conclusão da evidência: Nenhuma das três crianças está com o seu pai! Incompreensível e, sinceramente doentio.
O que me fica é exactamente que Angola não será um país adequado para educar e criar os dois filhos mais novos mas, obviamente por raiva e guerrilha pessoal será um país que serve para o Gonçalo com o claro intuito de o alienar da verdadeira família paterna. Com franqueza começo a entender isto como uma psicose, uma obstinação sem sentido e desprovida da desejada racionalidade que, espero eu, irá terminar em breve às mãos do Magistrado responsável por este processo.
Na última peça entregue em Tribunal foram desmentidas, com comprovação documental todas as alegações da mãe do Gonçalo. Ponto por ponto, cada alínea, cada inverdade foi objecto de comentário, explicação e contradição com documento original e fidedigno. Objectivamente acredito que o Juiz do processo tem agora tudo o que precisa para decidir em consciência e, finalmente perceber o que se tem vindo a passar neste processo de loucura e falta de discernimento. A ver vamos...
Exausto mas sem sair do caminho ...
Um dia depois do outro e já passaram mais de nove meses desde a última vez que vi o meu filho...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre coisas que nunca mudam...

Sobre coisas que nunca mudam, amores que só crescem, emoções que nunca desaparecem e tristezas que nos magoam!
Podemos mudar um cem número de coisas. É possível decidir alterar por completo o guarda roupa, mudar radicalmente a imagem, viver numa nova casa, numa diferente cidade, abraçar novos projectos profissionais e conhecer novas pessoas fazendo ou não novos amigos mas, em boa verdade há coisas que nunca mudam, nunca se alteram um só milímetro. É exactamente isso que sinto. Posso decidir comprar um fato, posso adorná-lo com uma especial gravata, optar por uns sapatos como nunca pensei usar mas, pese embora isso altere por completo a minha imagem não toca, nem por um pequeno pedaço no que sinto quando olho para os meus filhos, no que penso quando os imagino ou sinto no meu colo. O sorriso dos meus filhos preenche-me sempre e para sempre da mesma forma, intensa e surpreendentemente mágica.
No próximo dia 6 de Outubro, como já tive oportunidade de escrever está marcada mais uma diligência no âmbito do processo que corre termos no Tribunal de Família e Menores do Porto. Pensando na minha experiência anterior e fazendo fé nas informações que me vão chegando, quase me atrevo a afirmar que a mãe do Gonçalo não vai comparecer tentando, dessa maneira ganhar tempo e, consequentemente retirar-me tempo ao lado do meu filho. O costume! Decididamente espero que o Juiz, perante a falta não proponha o adiamento ou uma nova data. Julgo que seria indigna tal sugestão ou solução para alguém que, como eu e o Gonçalo, pai e filho, nos últimos dois anos apenas pode contar com cerca de 15 dias na companhia um do outro...
Dia 6 de Outubro faz um ano que soube que voltaria a ser pai. É verdade! Foi no dia 6 de Outubro de 2008 que soubemos estar à espera do João. Francamente acredito que seja um bom presságio e nos traga sorte naquela conferência. A ver vamos.
No dia de hoje aqui fica um beijo especial para a Filipa. Muitos parabéns! (www.voandopelavida.blogspot.com)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Minutos de conversa...

Depois de muito insistir, depois de passar dias a ligar para os números que me foram facultados, depois de enviar várias mensagens escritas consegui, finalmente falar com o meu filho Gonçalo. No sábado passado, cerca da 14h00m, numa das muitas ligações que fiz o Gonçalo atendeu e falou comigo. Curiosamente, pese embora as tantas vezes que tentei ligar, a primeira coisa que o meu filho me disse foi "Ah! Já não me falavam há muito tempo!"...Fiquei por segundos calado e incrédulo. Para além de não me atenderem e não responderem às chamadas ainda tentam convencer o meu filho de que não lhe telefono, de que não me preocupo com ele!
Com o Gonçalo tenho a grande vantagem de nunca lhe ter mentido, de termos uma relação de confiança e cumplicidade, o meu filho, embora distante sabe que conta sempre comigo e, por essa razão, mal lhe disse que tenho ligado sempre, mal lhe disse que nunca me esqueço dele senti a tranquilidade na sua voz e não tenho dúvidas de que ele acreditou na minha palavra. De uma ou de outra forma, por cautela aqui vou guardando as provas das minhas tentativas de contacto. Pedi-lhe para me ligar de vez em quando. O meu filho nunca me liga, nunca é estabelecida uma ligação de Angola para cá e, sinceramente tenho a certeza de que ele sente saudades do pai e pensa em falar mas...a quem o vai pedir?
Acabamos o telefonema a falar do João e na vontade que sinto de os apresentar e ver juntos...em breve...para breve.
...post às 23h30m num dia em que, pese embora tudo o que aconteceu de positivo não me sinto com muita vontade de escrever, de partilhar sentimentos ou emoções. Exausto! Ansioso por ter a minha família junta, tranquila, em paz...