segunda-feira, 27 de julho de 2009

Noção de família...

O que devemos entender por "família"? Qual a noção de família?
Quanto a mim, para além da mãe, dos três irmãos e da família materna, o Gonçalo tem ainda o pai e a família paterna. Pois bem, como imaginam o meu filho está privado de falar com toda a sua família paterna. Em boa verdade, depois de muito persistir, normalmente após mais de uma dezena de tentativas de contacto telefónico, a minha ex mulher lá permite, muito de vez em quando e a titulo excepcional, que o meu filho fale comigo, que, por breves segundos eu possa ouvir a sua voz. Algumas vezes, quando não estou sózinho, dou às pessoas da minha família a oportunidade de, nesses raros momentos falarem com o Gonçalo.
Hoje, dia 27 de Julho o meu único irmão, tio e padrinho do Gonçalo, completa 33 anos. É o dia de aniversário do meu irmão! Porque sei que ele sente saudades do sobrinho, porque sei o quanto gostam um do outro, tentamos por seis vezes o contacto telefónico com o Gonçalo...sem sucesso! E assim, como sempre, o meu filho e o meu irmão ficaram privados de se ouvirem num dia como o de hoje: Um dia de aniversário!
Com esta forma de proceder, temo que o Gonçalo cresça baralhado na noção de família e a acreditar numa família bastante mais restrita do que a real.
Ontem o João completou dois meses de vida! Dois meses... O tempo passa rápido, muito rápido. Quando olho para ele e vejo a evolução no seu rosto penso nos dias que passarão até que ambos os irmãos se conheçam.
Vontade de os ter juntos, unidos...irmãos!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lembrei-me!

Estava sentado ao computador com o João ao meu lado e, ao olhar para ele lembrei-me! Lembrei-me de como era quando o Gonçalo tinha esta idade, lembrei-me dos silêncios daquele tempo, lembrei-me da expressão dele e tentei comparar o ar sereno dos meus dois filhos com a mesma idade. O Gonçalo nasceu com mais de 4kg e o João com menos de 3kg. Ambos nasceram com imenso cabelo, ambos pareciam ser morenos e ambos acabaram por ficar com a pele branca e muito lisa. Mas, olhando para o João, lembrando-me do Gonçalo...ambos nasceram com este ar doce e terno que me enche a alma.
O João está mesmo aqui ao lado. Estico a minha mão e posso sentir a textura macia da sua pele, fácilmente lhe dou um beijo, rápidamente o pego no colo caso chore ou, simplesmente caso ele mostre com um sorriso vontade de ter mimo.
Os meus dois filhos, lindos, bebes tranquilos, expressões de felicidade e tão pequeninos!
O João tem quase dois meses...
O Gonçalo tem quase dez anos...
O João está aqui, ao meu lado. Ao alcance da minha mão, a um segundo do meu colo.
O Gonçalo também esteve aqui. Passei horas com ele ao colo, passei dias e noites a embalar o meu filho, a protegê-lo dos medos, a preparar-lhe o biberão. Quantas vezes o abraçei...tantas vezes o mimei e hoje...hoje ele não está aqui ao alcance da minha mão.
Sinto saudades de abraçar o Gonçalo. Sinto tristeza por não ter os meus filhos juntos, por não os ter apresentado ainda...
O Gonçalo tem uma gargalhada aberta, tem um sorriso franco, um abraço apertado...Como será o João? Por agora o João tem um sorriso doce, um olhar carregado de ternura...
Lembrei-me...
Olhei para o João e lembrei-me de como sou feliz...tenho dois filhos, tenho dois amores tão grandes que, por certo vão adoçar a minha velhice.
Um abraço a todos e votos de um fim de semana carregado de muito mimo!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais de meio ano!

Passaram já mais de seis meses desde a última vez que estive com o Gonçalo!
Esta manhã, enquanto olhava para o João ocorreu-me como o tempo é veloz e deixa tantas marcas. Os meus dois filhos ainda não tiveram o prazer de se conhecerem, de cruzarem olhares. Definitivamente há coisas irremediáveis porque, como se entende, existem momentos irrepetiveis. Faltou contar com o Gonçalo nos primeiros dias de vida do João e isso, para sempre será assim...uma marca, uma falta num momento que é de família e que é de facto importante.
Sinto falta do Gonçalo. Cada dia que passa sinto mais falta, sinto mais saudade, sinto mais vontade de correr o mundo para o ter aqui, mais perto, junto a mim, junto de nós.
Decidi actualizar a PSP e a Wii do meu filho. Definitivamente quero que tudo se mantenha perfeito para o dia em que ele voltar e, por essa razão por aqui vamos fazendo as actualizações necessárias, comprando os presentes habituais e permanecendo na firme convicção de que o Gonçalo, em breve volta a Portugal.
Bem ou mal, queiram ou não, estamos a falar de um dos meus filhos, da minha familia, da nossa vida e dessa...dessa eu não desisto nunca.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os Gormiti!

Hoje, ao arrumar o quarto do Gonçalo acabamos por rever a colecção de Gormiti que iniciamos no final do ano passado! No Natal de 2009 o meu filho recebeu os primeiros bonecos daquele povo pacífico e simpático que vivia na Ilha de Gorm e, desde aquele, todos nós, cá em casa nos deixamos encantar por aquele mundo de fantasia. Eu e a Xana acabamos por ser pacificamente contaminados por aquele encantamento do Gonçalo e, confesso , ambos adoramos a colecção dos Gormiti. Durante algum tempo andamos entusiasmados a coleccionar os simpáticos bonecos sempre na expectativa de conseguirmos aqueles que, segundo o Gonçalo seriam os mais poderosos. Juntos, em família fizemos planos sobre a ilha que poderíamos montar. O Gonçalo chegou a fazer uma pequena ponte de madeira pintada de laranja que, ainda hoje continua na estante do quarto como a primeira ponte da futura ilha.
Depois da partida do meu filho para Angola, nem eu e nem a Xana voltamos a falar sobre os Gormiti. Muitas vezes penso no entusiasmo daquela colecção e de como nos divertimos, os três a escolher os nossos bonecos. Recentemente, com os Gormit Atomic percebi que ambos pensamos naquela colecção, ambos continuamos, sem falar a planear retomar a colecção mas, para isso é importante partilhar as escolhas, os momentos com o Gonçalo. Os Gormiti são uma colecção familiar, do grupo, do conjunto. Os Gormiti não são um projecto a dois mas sim a três e, um dia, quando o João correr, falar e brincar serão um projecto a quatro.
Os Gormiti como a Wii...são projectos feitos de momentos em família...momentos impensáveis de viver sem o Gonçalo.
Tal como na ilha de Gorm um dia, nesta nossa vida o mal deixará de ter com o que se alimentar, irá virar-se contra si próprio e, quem sabe...continuaremos a nossa colecção de Gormiti!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cobarde anonimato!

Nem sempre sinto vontade de escrever e partilhar os meus momentos; nem sempre encontro a forma certa de passar o que sinto para um texto escrito; nem sempre me julgo capaz de exprimir a minha angústia e a saudade que tenho do Gonçalo. Já lá vão mais de  cinco meses desde a última vez que o vi! Sinceramente, pensando com clareza, desde Outubro de 2007 que não tenho a oportunidade de privar, de criar, de educar, de brincar de passar tempo em quantidade e com qualidade com o meu filho. E isto é admissível?Enquanto pai nunca poderei perceber e muito menos aceitar a forçada e inexplicável distância. Hoje, ao abrir o blog deparei-me com mais um comentário anónimo, cobardemente anónimo que, como sempre em "mau portugês" e carregado de erros ortográficos e gramaticais, me injuriava e difamava. Desta vez fui apelidado de "pai louco". Loucura de quem aqui escreve sem a coragem de assinar. Tanto gostava de ver um destes comentários devidamente identificados. Tanto gostava de ver estas acusações devidamente clarificadas. Se me exponho num blog, se assumo a minha estória publicamente não optando por privatizar este site então, como imaginam estou disposto e preparado para todas as verdades, para todos os comentários e, mais do que isso não temo rigorosamente nada do que aqui possam escrever ou dizer de mim. Felizmente estou tranquilo sobre tudo o que foi o meu passado e sobre o meu presente. Orgulho-me daquilo que sou e sempre fui enquanto pai. Por favor, assumam estas acusações, assinem estes comentários e escrevam sobre factos concretos. Estejam certos de que aceitarei todas as mensagens deixando sobre cada uma o meu comentário. A pouco mais de uma semana para o nosso João completar um mês de vida, ainda não tivemos a oportunidade de partilhar, verdadeiramente esta alegria com o Gonçalo.O nosso bebe é calmo e sossegado, tem um olhar muito expressivo e tornou os nossos dias mais suaves e doces. Resta agora aguardar pelo momento de partilha de alegria com o mano mais velho e...aí sim...poderei sentir-me verdadeiramente cheio!

domingo, 7 de junho de 2009

...5 meses

Desde o dia 2 de Janeiro que não vejo o meu filho Gonçalo. Aliás, desde aquele dia que não tenho uma notícia sobre ele passível de ser considerada fidedigna. Tenho imensas saudades dos nossos momentos, das nossas conversas, das coisas que fazemos juntos e que são tão nossas. Entro no quarto do Gonçalo e faço milhares de planos para o dia em que ele voltará a utilizá-lo mas...quando? Que dia? A justiça continua a tardar e Tribunal algum cuida do tal "superior interesse da criança". Pelo menos, no meio de todo o caos, sei agora que o meu filho já se encontra na companhia da mãe e dos irmãos em Angola. Confesso que isso não diminui a dor e a saudade mas acredito que seja melhor para ele. Não imagino qual seja a intenção da minha ex mulher com tudo isto. Ou melhor, suponho que a ideia seja eliminar em definitivo a nossa relação de pai e filho mas, quanto a isso haverá sempre esta barreira que é a minha determinação de nunca deixar de ser um pai presente e atento. Mantenho a vontade de alterar as responsabilidades parentais e as assumir eu. Continuo a acreditar e defender que aqui, em Portugal ao Gonçalo poderão ser acauteladas melhores condições, nomeadamente ao nível educacional e de saúde.
Além de tudo isto o Gonçalo tem mais um irmão, o João e, estou certo de que terá muita vontade de o conhecer, de privar com ele.
O João é um bebe simpático e sossegado; transmite muita serenidade e tem um olhar terno. Cá em casa conversamos imenso com ele na esperança de que nos vá entendendo e, nas nossas conversas vamos falando do "mano" para que ele cresça a saber que o tem e que serão, para sempre muito amigos. Tem sido precioso olhar, abraçar e cuidar do João. Que bom será tê-los juntos...aqui, sempre e para sempre.
Os amigos e a família duplicam o apoio nesta luta pelo Gonçalo. Nós não queremos desistir e cá continuamos, agora os três, juntos e dispostos a não abdicar de um direito que, na verdade é também um dever: SER PAI!
É verdade que a mãe do Gonçalo está já em Angola; é verdade que desta vez levou os dois filhos mais novos. Mas, também é verdade e espero que não seja esquecido pelo Tribunal, que o Gonçalo esteve em Angola, sózinho, aos cuidados de um terceiro por mais de 4 meses sem a mãe; também é verdade que o irmão do Gonçalo esteve aqui, em Portugal, sem o pai e sem a mãe por cerca de 14 meses. E...é verdade que o João tem o direito a conhecer o irmão. Que o Gonçalo tem o direito de ver o João. Que eu tenho o direito de ter o meu filho perto de mim...Não é verdade? Como se desrespeitam famílias de bem em Portugal...Como se premeiam os incumpridores!
Espero que Outubro de 2009 seja, finalmente o mês da decisão que tanto aguardo...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Filhos para sempre!

Filhos para sempre! Nasceu o João.
No dia 26 de Maio, após o pequeno almoço e bem antes do almoço, nasceu o João. O parto correu bem, foi rápido e, sinceramente foi um momento de boa disposição. 
Deveria agora mudar o nome deste blog para "Filhos para sempre" mas, como imaginam este foi um espaço criado para desabafar, escrever sobre uma dor, sobre saudade e sobre momentos perdidos. Foi um espaço criado para gritar sem gritar e eternizar o esforço e a luta para continuar a ser pai do Gonçalo. Para o ter o mais próximo possível, para que a ambos seja possível viver sem a privação de uma relação entre filho e pai.
O nascimento do João veio enriquecer os nossos dias mas, sem ilusões...não preenche os espaços vazios, apenas ocupa o seu  próprio espaço. Nada muda no que se refere ao Gonçalo, no que diz respeito a esta vontade de o ter aqui. Perdida para sempre está a oportunidade de os ter juntos, aqui no momento do nascimento. Nunca vamos ter a primeira fotografia dos irmãos no primeiro dia de vida...enfim!
Dia 27 de Maio, após muita insistência, conseguimos falar com o Gonçalo. Dei-lhe a notícia, deu-me os parabéns e, sem querer dramatizar...o meu filho pareceu-me "apagado", com o tom de voz baixo e sem o habitual sorriso. Não tenho dúvidas de que ficou feliz por saber do nascimento do irmão mas, por outro lado muitas dúvidas devem ter surgido, talvez medos.
No Tribunal de Família e Menores do Porto continua a correr o processo com conferência marcada para 6 de Outubro de 2009! Insólito...
Não há respeito pelos meus filhos, ninguém acautela os interesses e direitos da nossa família mas...cá continuamos sem nunca perder a força e a empurrar cada dia para a frente com cada vez mais certeza de que está a chegar o momento em que, finalmente será tomada a decisão que se pretende justa e equitativa. A ver vamos...
Entretanto temos novidades: A mãe do Gonçalo, pese embora ainda não esteja decidido o incumprimento denunciado em Fevereiro de 2008, interpôs, pasmem, uma acção de alteração das responsabilidades parentais. O que propõe? Propõe que se triplique a prestação de alimentos a meu cargo e, em contrapartida se reduzam as visitas do Gonçalo ao pai de quatro por ano para uma vez por ano e, diz ela, sem prejuízo do tempo a passar com a família materna...! 
Enfim! Mais do mesmo mas, agora com a acrescida necessidade de ver os irmãos juntos e a crescer em harmonia o mais rápidamente possível.
Obrigado a todos pelo apoio e carinho,
Um abraço


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Reflexão!

Muitas vezes começamos o dia a falar sobre os desenvolvimentos deste, tão parado processo de família e menores. Hoje, à semelhança de outras manhãs, não foi excepção.
Confesso que ao longo destes anos me pergunto constantemente onde está a minha culpa, que comportamentos posso ter tido capazes de provocar este tipo de resistência, esta decisão de alhear o Gonçalo do pai. Confesso que não entendo e, por mais que me tente culpabilizar não encontro explicações que me convençam.
Independentemente de quaisquer desentendimentos, independentemente de discordâncias pessoais ou incompatibilidades de temperamentos e feitios, a verdade é que o Gonçalo também é meu filho e eu sou, acreditem, um bom pai. Sou capaz de o mimar e cuidar, sou capaz de lhe dedicar total e absoluta atenção, preocupo-me com o que ele aprende, com o que ele sente, nunca me esqueço de pensar como estará a ser conduzida a sua educação, quer como pessoa quer no que concerne à parte académica, imagino se estará bem de saúde, se está feliz, enfim! Eu sou um bom pai!
Analisando tudo isto de uma forma distanciada, i.e., olhando como que de fora para dentro deste mundo, porque razão tenho de ser mantido assim completamente alienado do crescimento do meu filho? Quando falha uma relação entre dois adultos não tem que falhar necessariamente o respeito por quem a ambos é comum. Eu e a minha ex mulher temos um filho em comum. Se é certo que falhou o casamento e a relação como marido e mulher, porque razão teria de falhar a relação como adultos maduros, conscientes e, principalmente como pai e mãe de uma mesma criança? Não é justo principalmente para o Gonçalo!
Apesar de concluir pela minha isenção de culpa, muitas vezes procuro os meus erros para ver se ainda existe algo que dependa de mim corrigir.
Gostava que tudo tivesse sido diferente no que diz respeito ao tratamento da regulação das responsabilidades parentais. Gostava de me ter apercebido, em tempo como poderia este processo ser conduzido para, também em tempo ter conseguido proteger o Gonçalo deste escusado sofrimento de distância.
Posso ouvir milhares de desculpas, milhares de razões que tentem justificar a permanência do meu filho em Angola mas, sinceramente: É aceitável que o Gonçalo permaneça num país desconhecido, por mais bem tratado que seja, sem a presença do pai ou da mãe? Os angolanos com desafogo financeiro trazem para Portugal os seus filhos que aqui ficam a completar os estudos. Assim sendo, porque razão foi o meu filho “ a correr” para aquele país para estudar numa escola de regime educacional angolano? Preocupo-me sinceramente com o futuro dele, com os conhecimentos que está a adquirir e, principalmente com o distanciamento da sua cultura, do seu país!
Sem prescindir que o companheiro da minha ex mulher possa tratar bem o Gonçalo (embora eu nem o conheça), é aceitável esta situação aparentemente sufragada pelo Tribunal? Santa paciência: Estamos a falar de um indivíduo que está em Angola a trabalhar, que optou por mudar para lá a sua vida para conseguir melhores condições profissionais, alguém que se distanciou dos seus familiares, dos seus filhos menores, pais e irmãos. Agora, pensando assim digam-me por favor: Mesmo que esteja em causa uma pessoa carregada de qualidades que, como disse, nem sei se é o caso, estão reunidas as condições para educar e dar a atenção necessária a uma criança activa e dinâmica como o Gonçalo? Não creio! Por melhor que seja a intenção, não creio.
Em contrapartida, não teria sido mais vantajoso para a educação e felicidade do Gonçalo que ele, aproveitando que a mãe ficaria em Portugal todos estes meses, seja qual for a razão porque cá está que isso nem me diz respeito e nem me interessa, fosse colocado aqui, numa escola ou colégio português? Não teria sido esta a melhor solução para ele enquanto criança, enquanto pessoa?
E assim cá estamos…eu em Portugal onde estão os dois filhos do companheiro da mãe do Gonçalo e ele em Angola onde está o meu filho!
Ora bolas! Que vida!
Estou francamente preocupado com o meu filho e com o seu futuro.
Juro que isto para mim não constitui uma qualquer guerra ou guerrilha entre duas pessoas que um dia foram casadas e partilharam os dias. A única coisa que tenho contra a minha ex mulher é esta insistência em alienar-me do meu filho. Tudo o mais, francamente não me interessa. Não quero saber o que faz, como faz ou porque o faz. A única coisa que realmente me importa é perceber quais as razões porque insiste em afastar-me como pai do Gonçalo.
Entretanto, para meu consolo, o João continua a crescer serenamente e a mama está bem. Penso que vou poder acompanhá-lo em tudo e para todo o lado. Não vejo a hora de o ter no meu colo, pequenino e protegido. Nunca o vou largar. Espero em breve tê-los juntos, aos meus dois filhos e nunca mais os vou ver separados. Acreditem em mim, quando um dia o Gonçalo estiver aqui, ao meu lado, aos meus cuidados eu nunca, mas nunca vou cometer o erro da mãe dele. Eu nunca vou alienar a mãe do meu filho da vida deste.
Saudades de te ter no meu colo!
Vontade de viver cada minuto, cada segundo ao lado das pessoas que adoro tanto sem as perder, nunca, nunca!

domingo, 10 de maio de 2009

Breves minutos...

Por breves minutos falamos com o Gonçalo!
Após várias tentativas de contacto telefónico, depois de muito insistir e nunca, mas nunca desistir conseguimos ontem, ao final da tarde falar com o nosso menino. Custa muito ouvir a voz dele e, pelo seu tom tentar imaginar como se sente. O Gonçalo assumiu de forma muito clara que estava com saudades e vontade de vir a Portugal. Eu imagino! Conhecendo-o como conheço só o consigo imaginar a sentir-se demasiado só e isolado. O meu filho é uma criança muito conversadora e que carece de constante atenção. Ele faz imensas perguntas, tem sempre opinião sobre vários assuntos e gosta de interagir com os adultos. Sem prescindir que possa ser bem tratado onde está e com quem está, a verdade é que o Gonçalo precisa de mais e melhor.
Perguntava hoje o meu sogro: Se os angolanos com poder e dinheiro têm os seus filhos a estudar em Portugal, o que faz o Gonçalo aos 9 anos, sem pai e sem mãe a estudar em Angola?
Francamente se esta situação não fosse triste e desesperante seria, pelo menos uma piada!
Por cá continuamos a aguardar ansiosamente o nascimento do João e a rápida volta do Gonçalo. As coisas de ambos estão bem tratadas e arrumadas e os seus espaços garantidos. O Gonçalo já tem alguns presentes à espera. Sempre que vemos alguma coisa com interesse, seja um livro ou um brinquedo, compramos e reservamos para ele.
A minha ex mulher, como era de esperar não voltou a responder a nenhum dos mails que mandei, não me atende o tal número de telefone português e por cá permanece em constante relaxamento sem demonstrar preocupação com o que cada um ao seu lado sente ou pensa.
Saudades do abraço bom do Gonçalo!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Olá papa!

Acabei de falar com o meu filhote!
Liguei, o telefone deu sinal de chamada e, do outro lado o sempre por mim desejado "Olá papa!". Falei com o Gonçalo. Desta vez pareceu-me mais calmo e, aparentemente estava sózinho. Disse-me que estava no hotel onde, presumo terá maior liberdade de movimentos e liberdade nas palavras.
Fiquei a saber que o Gonçalo está a aprender natação e, segundo me disse já sabe mariposa. Mil e vinte e sete vezes falar com ele por breves segundos do que nunca o ouvir...
A Xana também teve oportunidade de falar um pedacinho com ele e, no final do telefonema um recado saudoso: "Xana, manda beijinhos para todos!".
Doce e muito meigo, como sempre!