quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nada de novo!

Nada de novo sobre este longo e penoso processo. Em boa verdade estou extremamente cansado e já me sinto a aborrecer sempre que falo sobre este tema. Enfim! Neste momento, com os Tribunais em pausa dadas as férias da Páscoa, cá continuamos nós a aguardar pacientes e sem paciência pela dita decisão sobre o incumprimento ou cumprimento da mãe do Gonçalo!
Os telefones de que disponho estão indisponíveis. Continuo sem conseguir falar com o meu filhote e, desta vez o preciosismo levou a que fosse também desactivado o voice mail...nem mensagens consigo deixar. Pelo que observo a minha ex mulher permanece em Portugal o que, como imaginam resulta na permanência do Gonçalo com um terceiro a quem eu nunca confiei a sua guarda! Não há explicação racional para todo este processo, não há nada que me faça entender e, sinceramente...o que mais me incomóda é que este não é um caso isolado. Pelo que sei em Portugal é assim que se tratam este tipo de processos, ou seja...arrastados no tempo com decisões que tardam, tempos e vidas que passam e, como é evidente, sofrimento e dor para todos os intervenientes, mormente para os menores.
Prestes a desistir mas com fólego para nunca parár...
Um abraço a todos

sexta-feira, 20 de março de 2009

...e foi como esperado!

...tal como esperava não consegui falar com o Gonçalo ontem!
Esta manhã acordei com uma natural sensação de "falta"...pois claro, é natural! Não colhem as desculpas de que a rede em Angola é muito fraca até porque, para evitar este tipo de estratégia velha e bem conhecida, falei ontem com um amigo que está em Angola, que tem um telefone da mesma rede do que me foi fornecido e, sem nenhum problema falamos durante alguns minutos.
Através do sobredito telefonema fiquei a saber que o Gonçalo não tem sido visto no hotel! Estranho...aliás, tão estranho como tudo nesta "saga"!
A mama do João, em nome de ambos os meninos assinalou o dia do pai da maneira possível com a promessa de que para o ano tudo será diferente. Diferente...sim, com mais risos e brincadeiras de crianças.
Confesso não entender as pessoas que, por opção se afastam de quem mais gostam. Não percebo as desculpas, as escusas e as tentativas de culpabilização de terceiros. Como pode, quem tem os "seus" tão próximos conseguir, ainda assim ficar distante e ignorar, por completo tantos momentos? Não entendo...
Pior...não entendo como se chora uma ausência desperdiçando, entretanto uma presença!
As pessoas são estranhas, complicadas e dificeis. Muitas vezes no meio das suas complicações acabam por perder muito mais de si e dos outros.
Um bom fim de semana!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do pai!

Não, hoje não vou lamentar porque estou fisicamente longe do meu filho Gonçalo! Hoje não me vou deixar entristecer porque não lhe darei um abraço e, provavelmente nem conseguirei falar com ele. Antes! Hoje vou festejar porque tenho a sorte de saber o que é ser pai, de saber o que é ver uma criança chegar ao mundo, partilhar os primeiros sorrisos, as suas primeiras conquistas, lembrar-me das primeiras palavras e de cada uma das suas novas experiências!
Estamos em festa!
Eu tenho muita sorte. Por mais que nos afastem fisicamente ninguém, ninguém mesmo consegue apagar-me das boas memórias do meu filho. Ninguém conseguirá afastar-me dele e do amor que eu sei que ele sente por mim. Por mais que tentem, por mais veneno que gotejem nunca, mas nunca saberão o que é amar alguém assim!
Adoro os meus filhos e tenho a certeza de que, para sempre eles se vão orgulhar de mim. Tenho a honra de ser uma pessoa digna e que nunca os vai desiludir nem envergonhar. Outros não poderão pensar assim. Que pena não sermos heróis aos olhos de um filho! Nunca saberei qual será essa sensação porque sempre serei, aos olhos dos meus filhos o pai, o pai que os ama, que os mima e que tudo fará para o bem deles.
Feliz por ser pai do Gonçalo!
Feliz porque vou ser pai do João!
Feliz dia do pai…a todos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Confirmado!

Confirmado! Ontem, através de um amigo e, mais tarde confirmado por uma amiga fiquei a saber, com absoluta certeza embora, como imaginam, inoficiosamente, que o meu filho Gonçalo está a estudar em Angola, numa determinada escola, no período da manhã e na 4ª classe. Confesso que me senti mais tranquilo. Cada notícia que tenho do Gonçalo funciona como uma brisa fresca que me acalma.
Continuo sem conseguir falar com o meu filho. Ligo todos os dias, o telefone tem estado ligado mas ninguém atende e nem me devolvem as chamadas. Naturalmente esta situação será declarada quando for ouvido no Tribunal de Gondomar. Em boa verdade, impedindo-me de falar com o Gonçalo, a minha ex mulher reitera os seus incumprimentos. Como se diz na voz popular "A ignorância é muito atrevida".
Há mais de cinco anos que me sinto lutar sem resultados mas, à medida que o tempo vai passando acredito que vale mesmo a pena. Pelo menos, quando o Gonçalo voltar vou mostrar-lhe que nunca desisti de o ter por perto, de o acompanhar, de ser o pai que lhe prometi quando ele nasceu. Acredito também que os magistrados vão acabar por perceber a verdade e cuidar decidir de forma justa. Passou tanto tempo! ...não vou desistir agora!
A nossa grávida continua em casa, proibida de sair :) O João não pára quieto e está, constantemente a mudar de posição.
A todos um bom final de semana e muito obrigado,
Bem hajam

quarta-feira, 11 de março de 2009

...falta tanto!

Falta tanto até que possa ter a minha família toda reunida!
Hoje, por intermédio de um amigo tive mais uma confirmação, não oficial de que o meu filho está em Angola! Resta-me agora confirmar se ele está mesmo a estudar e em que ano. Lamento ter que recorrer a conhecidos, amigos e familiares para obter as informações a que tenho direito.
O Tribunal de Família e Menores do Porto continua sem tomar a decisão porque tanto espero. Entretanto, prossegue em Gondomar o procedimento criminal relativamente aos incumprimentos da mãe. Eu continuo privado de cumprir o meu dever: A mãe do Gonçalo continua sem me dar indicações sobre a forma de pagamento da prestação de alimentos! Por esta razão vou reservando o valor correspondente à pensão para a entregar logo que solicitada.
A mãe do Gonçalo continua em Portugal. Lá andará ela carregada com o seu orgulho e certa da sua razão mas, infelizmente incapaz de olhar para o lado e perceber que o Gonçalo tem 9 anos e está em Angola sem o pai e sem a mãe!
Não tenho conseguido estabelecer ligação telefónica e, consequentemente não tenho falado com o menino. Nada sei sobre ele!
Ontem, em conversa de família recordámos uma frase do Gonçalo durante o tempo que esteve por cá. Certo dia perguntava-lhe o meu sogro: "Que tal Gonçalo, gostas de Angola? Vais querer voltar?"...respondeu-lhe o meu filho" Gostar gosto mas...não quero escolher. Se eu for deixo de ver o meu pai, se eu ficar deixo de ver a minha mãe!". Pois...e ontem, quando conversávamos pensamos em conjunto...O Gonçalo foi sem o pai e sem a mãe! O meu filho foi sem escolha e, claramente sem vontade!
Será o ensino em Angola de uma excelência tal que a minha ex mulher prefere sacrificar o filho e mantê-lo lá? Estranha forma de se gerir a própria vida. Estranho coração que consegue manter um filho assim...tão longe e...por nada!
O nosso "meia leca" está a crescer de forma saudável e natural. Da última ecografia resultou que já pesa quase 1kg e mede 20cm. A mama, embora em casa com uma forte gripe, está óptima no que se refere à gravidez.
Agradecemos o carinho de todos. O carinho demonstrado para com o Gonçalo e para com o João. Muito obrigado pelo apoio e preocupação.
Um forte abraço

quarta-feira, 4 de março de 2009

...e já passaram dois meses!

...e já passaram dois meses desde a última vez que vi o Gonçalo!
Pelo que sei, a mãe do meu filho permanece em Portugal e o menino em Angola. Ainda assim, face ás informações que vou recebendo de terceiros, continuo com imensas dúvidas e incertezas. A verdade é que o meu filho me disse estar em Angola, até falei com ele através de um número angolano mas, por outro lado, um amigo da família continua a dizer-me que ele não está com o companheiro da mãe! Estranho. Há aqui qualquer coisa que não me deixa descansar.
Todos os dias tento contactar o Gonçalo através do novo número mas, como não poderia deixar de ser, raramente o consigo. A maioria das vezes encontro o telefone desligado e outras a chamada é rejeitada. Subtracção de menor ou rapto? A resposta não será nossa mas sim do Ministério Público.
Ontem, por breves momentos consegui falar um pouco com o meu filho. Disse-me que estava a estudar e que não podia reprovar de maneira nenhuma. Pareceu-me muito aflito com a passagem de ano repetindo várias vezes que não podia reprovar. Notei-lhe na voz a aflição mas, por outro lado senti que estava sereno. O que mais me importa é sabê-lo bem.
Do Tribunal de Família e Menores do Porto nem sinal! Continuamos a aguardar a decisão sobre os incumprimentos reiterados da mãe! Aliás, incumprimentos que permanecem uma vez que continuo sem notícias fidedignas do Gonçalo!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Entretanto!

Entretanto recebemos uma nova proposta de acordo e alteração do regime de visitas. Como a qualifico? Indigna!
A mãe do Gonçalo propõe que as visitas do meu filho a Portugal sejam reduzidas de quatro para uma, i.e., o Gonçalo viria a Portugal uma vez por ano entre Dezembro e Janeiro e, durante esse período ficaria alguns dias comigo mas…agora riam: sem prejuízo das consultas médicas! Ou seja, se a mãe do Gonçalo marcar 8 dias de consultas eu fico com menos 8 dias de visita!!!
Quer dizer: Alguém um dia acordou e imaginou que eu aceitaria ver o meu filho uma vez por ano!
Pior…diminuem as visitas ao pai mas triplica a pensão de alimentos!?
Não é uma questão de dinheiro…é uma questão de insensibilidade e falta de senso!
Naturalmente rejeitei aquele acordo. Aliás, volvidos quase seis anos de incumprimentos não estou disposto a aceitar qualquer proposta de acordo salvo se me for dada a mim a responsabilidade de cumprir, i.e., fico eu com a guarda e poder paternal do Gonçalo e, desta forma garanto que ele vê a mãe, os irmãos e os avós maternos sempre que estes pretendam e seja possível do ponto de vista prático.
Acordos são feitos com pessoas de bem, com pessoas que cumprem e nunca falham de forma intencional.
Acordar nesta fase seria premiar uma incumpridora! É chegada a hora do Tribunal, através dos Senhores Magistrados decidir sobre o incumprimento. O Tribunal deverá decidir se há ou não incumprimento e, caso haja deverá punir os incumpridores. Não facilitarei o trabalho de ninguém!
A partir do momento em que esteja fechado o processo de incumprimento partirei, sem desistir na luta pelo poder paternal do Gonçalo.
Confio pelo menos na nova legislação que vem criminalizar a alienação parental!
Morro de saudades do meu filho mas, estou certo…vamos chegar a “bom porto”.

Por onde posso começar?!

Por onde posso começar?!
As informações são, invariavelmente contraditórias! Chego a um ponto em que nem sei se há alguém confiável.
No dia 18 de Fevereiro recebi um contacto que me garantia que o Gonçalo não estava em Angola. Pelo menos não estava na companhia do pai dos irmãos. Fiquei muito aflito e demasiado angustiado perante tal incerteza.
Decidi tentar o contacto com a mãe do meu filho através de mensagens escritas pedindo-lhe um número para falar com o Gonçalo. Perante o silêncio desta, optei por enviar um mail ao cuidado do pai dos irmãos do meu filho para o tal hotel onde, alegadamente trabalhará. Fui duro no mail enviado e demonstrei a minha intenção de prosseguir com uma queixa crime caso não falasse com o Gonçalo até 23 de Fevereiro. Para meu grande espanto, no dia em que enviei este mail comecei a receber chamadas de um número angolano. Sempre que tentava atender a chamada desligavam-me e, sempre que eu tentava a ligação não me atendiam! Finalmente, no dia 22 de Fevereiro, cerca das 13h00m recebi um contacto do mesmo número e, quando atendi falei com o Gonçalo!
O meu filho está de facto em Angola, no Lobito e na companhia do pai dos irmãos. Apesar de passar a maior parte do tempo entregue aos cuidados dos empregados do hotel, a vaguear pelos corredores e a conversar com os hóspedes, o Gonçalo pareceu-me sereno. Conversamos um pouco, falamos sobre o nascimento do João e sobre como estava. Os poucos minutos foram suficientes para me acalmar a aflição mas, como imaginam, parcos no que se refere à saudade.
Não me conformo com o facto de uma criança com 9 anos estar em Angola entregue aos cuidados de alguém que não é o seu pai e nem a sua mãe! Mas a que propósito foi o Gonçalo para lá? Que disparate enorme!
A minha ex mulher tem três filhos e nenhum dos três está com o pai! Pior: em Outubro de 2007 fiz um acordo, embora “forçado”, nos termos do qual o Gonçalo ía para Angola aos cuidados da mãe. Eu nunca autorizei e tão pouco pretendi autorizar que o meu filho fosse entregue aos cuidados de um terceiro. Não há necessidade de fazer isto ao Gonçalo. Porque não está ele em, Portugal?
A mãe do meu filho permanece por cá e, sinceramente não parece estar a preparar qualquer viagem. Alienação parental! É este o termo não é? Parecer que é esta a única intenção. Em boa verdade, para garantir tal alienação fica, ela própria afastada de um filho com 9 anos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mas afinal onde está o meu filho?

Habituei-me, embora sem me conformar a adormecer sem notícias do meu filho sabendo apenas que estava, algures em Angola na companhia da mãe. Habituei-me depois, uma vez mais sem me conformar, a adormecer imaginando que o meu filho estaria algures em Angola na companhia de alguém da confiança da mãe. Mas...e agora? Será possível habituar-me a adormecer sem saber onde está o Gonçalo? Fiquei gelado quando ontem recebi um telefonema e uma novidade: Segundo um amigo da família que reside em Angola, o meu filho não está lá e não se encontra na companhia da tal pessoa de confiança da mãe! Onde pára o Gonçalo?
A minha ex mulher permanece em Portugal com os filhos mais novos, o Senhor Juiz continua a aguardar um acordo que nunca se irá realizar e eu? Eu permaneço na dúvida e com a angústia de nada saber sobre o paradeiro de uma criança da qual, por sinal SOU PAI! Onde está o meu filho?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Muito obrigado! :)


Muito obrigado!

Nem imaginam como foi bom ler todas as mensagens e sentir-me assim acarinhado :) Curiosamente o post anterior atingiu os 35 comentários, i.e., exactamente a minha idade!
Infelizmente não consegui falar com o Gonçalo ontem. No dia 15 de Fevereiro, ao início da noite, enviei uma mensagem escrita à mãe do meu filho solicitando um contacto do Gonçalo durante o dia do meu aniversário ou, em alternativa, uma forma de eu próprio lhe falar. Ao contrário do ano passado, este ano, não obstante ter enviado o pedido confesso que não criei grandes expectativas e preparei o meu interior para o silêncio. O dia passou e, às 23h35m recebo uma mensagem escrita, de um telefone móvel português que afirmava qualquer coisa como: "Conforme tinha dito o meu número é ... Tente mais vezes que a rede é fraca"!!! Dei uma gargalhada! Lamento tanto pela previsibilidade das pessoas! O número angolano constante da mensagem está desligado desde o dia 5 de Dezembro de 2008. Ainda assim, como poderei provar através dos registos do meu telefone, tento estabelecer ligação com aquele número mais de três vezes ao dia sempre sem sucesso! Minha senhora, esse número, como bem sabe está desligado e não se encontra na posse do meu filho! Enfim...Como se chama este tipo de actuação? Creio que é alienação parental ou...será crime de subtracção de menor?

Amanhã é o aniversário da Xaninha e, sinceramente ambos acreditamos que no próximo ano os festejos serão a quatro :)

Bem hajam!